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Contrastes

 

  Publicado em: 02/10/2014

Ao cair da noite, recai, sobre a agitada metrópole, o silencio que faz cessar, por alguns instantes, a agitação e a ânsia na busca desenfreada do progresso, que se espalha a olhos vistos.

Observo a cidade rodeada por seus gigantescos edifícios e arranha- céus, com suas luzes acesas, espalhando rastros dourados em torno deles, que, de tão numerosos, mais parecem um imenso deserto de concreto, causando-me uma sensação de frieza e pouco aconchego.

Essa sensação se ameniza, quando  deixo de  me ligar somente nas formas  de concreto e sinto a suave brisa  do mar  beijando minha face . Avisto as águas negras revestidas pela escuridão que se contrasta com os verdes de duas pequenas árvores ao seu redor, criando uma harmonia divinamente perfeita  entre os tons sombrios e silenciosos da noite, com o colorido e a vivacidade do dia.

No céu, os rastros dourados das luzes dos edifícios agora dão um toque de romantismo e elegância à noite da metrópole, resplandecendo, ainda mais, a imponente figura do horizonte, que, em combinação com as águas do mar, permanece negra.

É nesse momento que percebo que a natureza e os concretos do progresso ainda podem formar um par em perfeita sincronia, despertando, nos viventes das agitadas metrópoles, sentimentos paradoxais, mas que podem ser deliciosamente prazerosos.

Camila Mancini é jornalista graduada pela Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente (Facopp- Unoeste). Fez trabalhos em assessoria de imprensa para vários projetos e empresas, inclusive de SP e RJ. Desde os 17 anos, colabora em sites, revistas e jornais. Colaborou com uma oficina de Comunicação voltada para adolescentes e jovens. Atualmente trabalha como assessora de imprensa em uma organização cultural de Presidente Prudente.

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