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Filme expõe política anti-imigração dos EUA em forma de suspense

Da Redação

Em 11/09/2018 às 08:54

Dirigido por Jonás Cuáron, longa de 2017 aborda momento do país norte-americano para narrar drama

(Foto: Divulgação)

Um suspense no estilo clássico em que um grupo é perseguido por um assassino. Adicione um ar político e o clima de drama. O resultado é o filme Deserto, exibido no Sesc Thermas de Presidente Prudente nesta terça-feira (11).

A trama acompanha a jornada de um jovem mexicano e seu grupo, que tenta entrar clandestinamente nos EUA. Para isso, precisa fugir de um patrulheiro supremacista, fiel a um país livre de imigrantes. A sessão no bosque do Sesc tem início às 19h30, com entrada gratuita.

Primeiro longa-metragem dirigido por Jonás Cuarón, filho do vencedor do Oscar Alfonso Cuarón (Gravidade), o filme pode ser destacado por meio de dois personagens principais. De um lado, Moises (Gael García Bernal), um jovem mexicano que tenta atravessar a fronteira com os EUA clandestinamente, na esperança de reencontrar seu filho e encontrar uma vida nova.

Em posição oposta, está Sam (Jeffrey Dean Morgan), um homem solitário e racista que assumiu as forças da patrulha na fronteira, adepto da ideologia supremacista e decidido a matar todos os imigrantes com o objetivo de “proteger sua casa”.

Tudo situado em um contexto real e atual. Ainda em campanha eleitoral para a presidência dos EUA, o presidente Donald Trump já começava a esquentar as discussões no país sobre a entrada de estrangeiros no país, com um discurso polêmico anti-imigração, permeado por promessas como a construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Clima de intolerância que se estendeu para as questões raciais. Em agosto de 2017, na cidade de Charlottesville, localizada no estado da Virgínia, um cenário com diversas pessoas brancas com tochas acesas, vestidas com capuzes brancos da Ku Klux Klan (KKK), sustentando bandeiras com suásticas ou fazendo saudações nazistas, revelou uma extrema direita norte-americana “de repente”, chocando o país e o mundo.

Munido de uma sniper e acompanhado de um cachorro de caça, o perseguidor Sam parece sempre estar mais perto do que parece, fazendo com que os imigrantes estejam em constante fuga e desespero. Ao longo de 88 minutos de tensão, em uma paisagem incrivelmente brutal, todos terão de achar um meio de sobreviver.

O longa-metragem, produzido no México e na França, integra a mostra A Natureza Humana que, ao longo do mês, expõe por meio de quatro produções internacionais como o ser humano vive em constante embate com a própria essência.

O especial ainda apresenta os filmes Safári (dia 18) e Gauguin – Viagem ao Taiti (25).

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