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Sesc Thermas exibe clássico com Grande Otelo e Joana Fomm pelo Cine Bosque

Da Redação

Em 19/06/2018 às 11:20

Filme conta com grande elenco, composto por nomes como Grande Otelo, Joana Fomm, Dina Sfat e Milton Gonçalves

(Foto: Divulgação)

Baseado no romance homônimo de Mário de Andrade, escrito em 1928 e considerado um dos maiores marcos do Modernismo brasileiro, o clássico Macunaíma é exibido no Sesc Thermas de Presidente Prudente em sessão gratuita nesta terça-feira (19), a partir das 19h30. O longa-metragem integra a mostra Tropicália do Cine Bosque que, no mês de junho, apresenta filmes representativos do movimento cultural que revolucionou a produção artística no Brasil nos anos 1960.

O filme narra a metamorfose do anti-herói preguiçoso e sem caráter, que nasce negro e se faz branco para emigrar da selva para a cidade, onde se envolve com prostitutas, guerrilheiras e enfrenta todo tipo de gente em sua jornada. Ao longo de suas aventuras fantásticas, Macunaíma e seus dois irmãos oferecem uma antologia abrangente do folclore brasileiro, misturando mitos antigos e situações atuais do homem no mundo das máquinas.

Com grande elenco, composto por nomes como Grande Otelo, Joana Fomm, Dina Sfat e Milton Gonçalves, o longa-metragem escrito e dirigido por Joaquim Pedro de Andrade foi sucesso de público e de crítica. O longa venceu o Festival de Mar del Plata (1970) na categoria de melhor filme. Já no Festival de Brasília (1969), a obra conquistou as categorias de melhor ator (Grande Otelo), melhor cenografia e figurinos (Anísio Medeiros), melhor roteiro (Joaquim Pedro de Andrade) e melhor ator coadjuvante (Jardel Filho).

Se não é o melhor filme de Joaquim Pedro de Andrade, "Macunaíma" provavelmente seja o mais significativo, já que Joaquim conseguiu realizar o que se esperava de um diretor do Cinema Novo no momento (1969) – um pensamento profundo sobre o Brasil, suas determinações, sua situação diante do mundo e de si mesmo.

É claro que este ponto de vista já estava presente no romance de Mário de Andrade, mas coube a Joaquim ler o romance em sintonia com sua época (fim dos anos 1960), imprimindo à trama o tom majestoso, colorido ao extremo e debochado de uma neochanchada em plena efervescência tropicalista. A obra foi classifica na décima colocação na lista de melhores filmes nacionais de todos os tempos, segundo a Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

A mostra "Tropicália" se encerra no dia 26/6, com a exibição de outro clássico do cinema brasileiro e do tropicalismo: Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964).

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