| Presidente Prudente/SP

De graça, Maria Alcina abre Sexta do Samba no Sesc Thermas

Da Redação

Em 04/01/2018 às 07:52

Maria Alcina apresenta seu novo álbum “Espírito de Tudo”, no qual celebra os 50 anos do movimento tropicalista

(Foto: Murilo Alvesso)

Nas sextas de janeiro e fevereiro, o Sesc Thermas de Presidente Prudente celebra o ritmo dos tambores, cavaquinhos e pandeiros com shows dançantes, em mais uma edição do projeto Sexta do Samba. A partir desta sexta-feira (5), até o final de fevereiro, serão oito apresentações com entrada gratuita.

Para abrir a temporada 2018, uma das mais reconhecidas intérpretes da música brasileira sobe ao palco do Sesc Thermas. Dona de uma voz grave e de uma presença de palco contagiante, Maria Alcina apresenta seu novo álbum “Espírito de Tudo”, no qual celebra os 50 anos do movimento tropicalista com um repertório exclusivo produzido por Caetano Veloso. O som começa às 20h30, na Área de Convivência.

Além dela, Elly Guimarães, Wilsinho e Cia. do Samba e Bala de Troco estrelam as sextas de samba de janeiro.

Mais sobre Maria Alcina

Em sua primeira aparição, quando defendeu “Fio Maravilha” na última edição do Festival Internacional da Canção, ela ostenta a exuberância performática que marca toda sua carreira artística. Na ocasião, vestida de odalisca, Alcina dominou o palco ao cantar a música que celebra as façanhas do atacante flamenguista e, dando saltos e socos, ela imitou os jogadores na hora da comemoração do gol, o que empolgou a plateia do festival.

A sexualidade também é tema recorrente no repertório da cantora. O tom erótico fica evidente em músicas cujas letras oferecem múltiplos sentidos, a exemplo de tradicionais cantigas nordestinas “Bacurinha” (“Papai, ai que calor/calor na bacorinha”) e “É mais embaixo” (“Passei com meu amado/peguei na cabeça dele/e ele disse: é mais embaixo, é mais embaixo”).

Durante a ditadura militar, essa postura foi considerada “libertina” e como “ameaça à moral e aos bons costumes” preconizados pelo governo autoritário. Em 1974, Maria Alcina foi proibida de se apresentar em público e a veiculação de suas músicas em rádio e televisão foi vetada.

“Eu não fazia aquilo pensando em contestar nada. Eu nem possuía preparo intelectual para fazer discursos ou contestar a ditadura”, admitiu ela em entrevista concedida à revista Carta Capital.

No começo dos anos 2000, a intérprete se associou ao grupo eletrônico Bojo, com o qual lançou os álbuns “Agora” (2003) e “Maria Alcina, confete e serpentina” (2009), vencedor do Prêmio da Música Brasileira nas categorias “Melhor Cantora Popular” e “Melhor Disco Popular”, repletos de loops, samplers e sintetizadores. Agora, celebra os 50 anos do movimento tropicalista com o álbum “Espírito de Tudo”, contendo um repertório exclusivo de Caetano Veloso.

Samba

Com origem nos batuques dos africanos que vieram como escravos para o Brasil, o samba se tornou patrimônio cultural do brasileiro e uma das linguagens mais características da nossa cultura. Este patrimônio cultural do Brasil celebra a dança, o corpo em movimento movido pela música e o ritmo dos tambores.

O Sexta do Samba continua nos dias:

12 de janeiro – Elly Guimarães

19 de janeiro – Wilsinho e Cia. Do Samba

26 de janeiro – Bala de Troco

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