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HR registra aumento de 169% em casos graves em um ano

Da Redação

Em 01/09/2017 às 08:55

Com o novo sistema de atendimento, os casos vermelhos, de alta complexidade, considerados graves, registraram um aumento de 169% no primeiro semestre

(Foto: Cedida/AI)

O referenciamento no pronto-socorro do Hospital Regional de Presidente Prudente “Doutor Domingos Leonardo Cerávolo, completa um ano. E com o novo sistema de atendimento, os casos vermelhos, de alta complexidade, considerados graves, registraram um aumento de 169% no primeiro semestre deste ano, se comparado com o mesmo período de 2016.

Antes do novo sistema, de janeiro a junho de 2016, o HR atendeu 1.215 pacientes graves, classificados na cor vermelha. Este ano, no mesmo período foram acolhidos na unidade um total de 3.278 pacientes, ou seja, 2.063 a mais com o referenciamento, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (1º).

Em termos quantitativos, 20 mil atendimentos eram realizados no HR antes do referenciamento. Após este processo, a unidade passou a acolher cerca de 8 mil pacientes/mês. "Cerca de 70% de todos os atendimentos no pronto-socorro eram destinados para os casos de baixa complexidade, classificados com a cor verde, que poderiam ser acolhidos em Unidades Básicas de Saúde, Estratégias de Saúde da Família, Unidades de Pronto-Atendimento e unidades 24 horas de seus respectivos municípios", diz o diretor administrativo do HR, Frei Jacó Silva.

"Com essa regulação, foi possível destinar a estrutura do HR para sua vocação e de forma administrativa, realocar recursos para melhorar o atendimento ao paciente e avançar em novos projetos para unidade", explica.  

Ainda segundo ele, 70% dos casos de baixa complexidade correspondiam a 466 pacientes atendidos diariamente. Atualmente, no entanto, a emergência da unidade acolhe 75 pacientes.

Análise

O coordenador do Pronto-Socorro do HR, o médico Igor Costa Almeida, analisa que a unidade conquistou maior espaço físico, melhor utilização de equipamentos e, consequentemente, maior cobertura clínica aos pacientes que necessitam de cuidados especiais. “Aquele paciente que antes não chegava, seja por falta de vaga ou tempo de espera, atualmente tem todo apoio e abrangência clínica”, cita.

Com a implantação da Central de Regulação no próprio HR, 45 municípios da região possuem acesso direto com a instituição de saúde e com o médico regulador para discutir o caso de cada paciente. Antes, porém, este contato era realizado por meio do Estado. “Facilitou-se a entrada e otimizou-se os procedimentos de acordo com o perfil de cada paciente”, diz.

Como funciona o referenciamento

Quando um paciente se sentir mal, por exemplo, uma gripe ou resfriado, ele deve ir até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou ESF. Em casos como dores agudas ou crônicas, o paciente será atendido em um pronto-atendimento.

Os casos de urgências e emergências serão encaminhados ao HR apenas pelas unidades de saúde, Corpo de Bombeiros, 192 ou unidades de resgate.
 

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