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Natal apagado e Carnaval desfigurado. Qual vale mais?

Em 02/01/2018 às 16:11

Pelo segundo ano consecutivo, o Natal da capital do Oeste Paulista foi apagado

(Foto: Arquivo/Portal)

Editorial
 
Projetos de incentivos à indústria, comércio e tecnologia. Todos importantes e necessários diante do atual cenário econômico nacional. Podem ser ferramentas "mágicas" para driblar a crise e manter o município em crescimento desde que as propostas sejam iniciadas com decisões pontuais, caso contrário não sairão do papel.
 
Pelo segundo ano consecutivo, o Natal da capital do Oeste Paulista foi apagado. Sem enfeites, luzes ou a presença do bom velhinho desfilando pelas ruas da cidade, o comércio local teve que apostar no desejo maior de prudentinos e moradores da região em comprar presentes durante o período conhecido como o de maior faturamento e contratação de pessoal em todo ano.
 
Mas, o que vimos foi uma área central lotada de pessoas, em alguns dias, em busca de presentes baratos e com muita disposição e sola de sapato para pesquisar. O faturamento não foi o esperado e as novas vagas de emprego ficaram estagnadas. O brilho natalino se foi e, com ele, as vendas de Natal.
 
Diferentemente desta data, o Carnaval nada agrega financeiramente ao município, que não tem vocação turística e nem história carnavalesca que perdure. Os desfiles ora realizados no Recinto de Exposições Jacob Tosselo ou Balneário da Amizade retratam o gasto fútil do dinheiro público, com valores repassados para escolas de samba que ainda utilizam papel crepom, cartolina e pouca criatividade em seus "carros alegóricos" e adereços. Para tal, a Prefeitura repassa R$ 250 mil, em média, para a realização dos festejos na cidade, que atraem baixo interesse da população. 
 
Ao contrário do Carnaval, o Natal contava com investimentos anuais de R$ 150 mil, sendo que os enfeites - caso tivesse um programa para tal - ainda poderiam ser utilizados novamente. Não foram e se perderam na ação do tempo.
 
Nesta semana, em entrevista ao Jornal O Imparcial, Bugalho anunciou que o Carnaval será feito, desde que consiga rebolar com metade da verba do ano passado. Mesmo assim, serão R$ 150 mil "doados" ao vento. Montante este que poderia ser remanejado para eventos culturais de maior peso e proveito à população, que aguarda uma melhor roçagem de praças, serviço de tapa-buracos eficiente e estradas rurais conservadas. 
 
Além de projetos, decisões corretas de como investir o dinheiro do munícipe faz toda a diferença para o crescimento de uma cidade.
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