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Contra "chacota", PSB afirma que é independente

Partido é flertado por Bugalho; vereador nega aproximação com governo

ROGÉRIO MATIVE

Em 28/09/2017 às 08:11

Demerson Dias diz que o partido não ficará

(Foto: Arquivo/AI)

Flertado pelo prefeito Nelson Bugalho (PTB), o PSB segue distante da base governista. É o que garante o vereador Demerson Dias, que classificou um possível acerto como "chacota". Segundo ele, o partido é "independente”.

Participante ativo na gestão anterior, o PSB ficou de fora da atual administração. Porém, rejeita o rótulo de oposição apesar de endurecer a vida de Bugalho nas votações de projetos e discursos na tribuna. "A bancada do PSB não é situação e nem oposição, somos independentes. Toda vez que vem algum projeto para a Casa de Leis usa o nosso partido falando que já aceitou [secretarias], que são 10 cargos para cá, 30 para lá. Foi oferecida secretaria, se quiséssemos estaríamos na máquina", disse, durante discurso em tribuna realizado nesta semana.

"Para de usar o nome do PSB, eu como líder tenho que defender meu partido. No momento em que o PSB tomar a postura de ser da base, não seremos omissos. Serei o primeiro a falar, como fizemos no governo passado", garantiu.

Em julho, Bugalho decidiu procurar o PSB, um dos maiores opositores com três parlamentares eleitos. A tática foi oferecer até duas secretarias para a sigla e costurar uma aliança para os próximos anos. Na ocasião, estariam na escolha as secretarias municipais de Assuntos Viários (Semav), Relações Institucionais, Desenvolvimento (Sedepp) e Turismo (Setur).

"Participamos da coligação, elegemos o prefeito e estive na base em todo momento. É diferente nessa administração. Mas nós temos compromisso com a população. Se o projeto for bom para a população os três vereadores vão juntos defender o projeto e discutir. Se for mais ou menos, vamos melhorar. Se o projeto for ruim, estamos fora", disse.

Segundo ele, a sigla não ficará "em cima do muro". "Não adianta ligar para presidente do meu partido, os três vereadores conversam com ele. Não pedimos votos para o prefeito. Se for para ajudar a administração, pode contar com o PSB. No momento em que o PSB se aproximar do governo essa Casa será a primeira a saber. O PSB não fica em cima do muro, muito menos em cima da corda. Não tem vaidade", falou.

"Pare de usar o nome do PSB, isto está virando chacota", finalizou.

Termômetro

Nos bastidores, o "casamento" entre PSB e Bugalho poderá ser selado na próxima semana, quando serão discutidas alterações na Lei Complementar Municipal n° 199/2015, que institui o Código Tributário Municipal de Presidente Prudente.

Considerada polêmica devido à tributação de profissionais liberais, a proposta já recebeu posicionamento contrário de três instituições. Na Câmara Municipal, o clima é de incerteza sobre a aprovação do projeto.

Segundo apurou o Portal, integrantes do PSDB, PTB, PPS e PSD demonstraram votar contra a proposta, que segue em negociação entre Legislativo e Executivo.

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