Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

ADI’s aceitam plano de carreira e proposta vai para Câmara

Carlos Hideki

Em 21/10/2010 às 11:12

Na reunião realizada na tarde dessa quarta-feira (20), as auxiliares de desenvolvimento infantil (ADI’s) aprovaram o projeto de plano de carreira oferecido pela Prefeitura de Presidente Prudente que muda sua denominação para educador infantil e estabelece nova tabela de salários. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara Municipal.

De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Presidente Prudente (Sintrapp), Sônia Auxiliadora de Vasconcelos Silva, o projeto foi aceito com a maioria dos votos dos presentes. “A proposta não é a esperada, mas contempla alguns pontos pedidos pelas ADI’s, como a formação do profissional, por isso foi aprovada”, comenta.

Sônia fala que o projeto sofreu avanços desde a primeira vez que foi apresentado pela Secretaria de Educação (Seduc). “Ele troca a denominação para educador infantil, reduz a jornada de trabalho de 40 horas para 32 horas semanais e apresenta uma carreira com programa de progressão”, explica.

A expectativa do sindicato é que no máximo em novembro o projeto seja aprovado pelo Legislativo. “Nós vamos dar o retorno para a Seduc e para Secretaria de Administração ainda hoje e eles haviam prometido que o projeto seria votado o mais rápido possível, antes do recesso de dezembro na Câmara”, diz a vice-presidente do Sintrapp.

Além de mudar a denominação e jornada de trabalho, o projeto determina as atividades desenvolvidas e a remuneração, que tem o valor variável entre 11 referências, e vai de R$ 740,94 a R$ 1.206,84.

Depois de fechado o projeto, ele será analisado pela Secretaria de Administração. “Aqui é visto se não causa nenhum impacto financeiro, mas acredito que, se tiver, vai ser pequeno”, conta o secretario Alberico Bezerra de Lima.

Ele acredita que não será necessário contratar novos profissionais devido à diminuição na jornada de trabalho. “O funcionário não pode trabalhar oito horas corridas, ele tem um intervalo de duas horas, e para preencher isso precisa de outro porque as crianças não podem ficar sozinhas. Já com a redução, ele pode trabalhar seis horas e depois entra outro”, explica o secretário.

“Em seguida, eu mando o projeto para o Jurídico que vai analisar se não há conflito com nenhuma lei anterior”, analisa Lima. Segundo ele, os ajustes necessários poderão ser feitos para que a proposta chegue pronta para o prefeito analisar a redação final e encaminhar para votação na Câmara.

O Portal tentou contato com a secretária de Educação, Ondina Gerbasi, mas foi informado que ela estaria em reunião durante toda a manhã.

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