Carlos Hideki
Em 25/09/2010 às 08:50
Os membros do Sindicato dos Bancários de Presidente Prudente se reúnem na terça-feira (28) para discutir a proposta de aumento salarial de 4,29% feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Após a análise, a classe vota se aprova ou rejeita o valor oferecido e, caso seja a segunda opção, deve iniciar uma greve da categoria.
De acordo com o presidente do sindicato, José Carlos Roberto (Café), a data-base é 1º de setembro e os bancários estão pendido a inflação do período, mais 5% de aumento real. “A primeira rodada de negociação foi no começo de setembro. Estamos pedindo no total 11% de reajuste salarial e eles, oferecendo 4,29%”, explica.
“Quem decide são os bancários e não o sindicato. A aceitação da proposta acaba com o movimento e a rejeição deflagra a greve a partir da meia noite do dia 29 [quarta-feira]. A negociação é nacional e na mesa estão presentes todos os bancos”, diz o presidente.
O sindicato espera um acréscimo maior que o sugerido de 4,29%. “Na nossa avaliação existe a possibilidade de uma proposta maior, levando em consideração à alta lucratividade dos bancos. Não tem como não conceder aos funcionários esse aumento”, comenta Café.
Além de reajuste salarial, os bancários fazem outras reivindicações. “Pedimos também melhor Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com três salários mais R$ 4 mil, o fim das metas abusivas e mais empregos para diminuir a carga de trabalho”, afirma. Segundo o sindicalista prudentino, a Fenaban não ofereceu nenhuma proposta para os outros pedidos.
Sobre a carga horária, Café diz que é de seis ou oito horas. “Na verdade, o funcionário extrapola isso com as horas extras por conta da demanda que existe. Isso seria resolvido com mais funcionários. Com isso, melhora também o atendimento ao cliente”, fala.
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