Carlos Hideki
Em 13/09/2010 às 16:11
A Câmara Municipal de Presidente Prudente vai escolher nesta segunda-feira (13), por meio de voto dos 13 vereadores, o projeto arquitetônico vencedor do concurso para ser utilizado na construção de sua nova sede, orçada inicialmente em R$ 8 milhões e que vai ficar no Centro Administrativo. Após a escolha desse projeto, o próximo passo é a abertura de um processo de licitação para o projeto técnico. A expectativa é que a obra tenha início no primeiro semestre de 2011.
De acordo com o presidente da Câmara, Izaque Silva (PSDB), a sessão ordinária terá início às 20h e vai durar apenas meia hora. “Serão apresentados em blocos os requerimentos e indicações. Às 20h30 eu vou consultar todos para transformar a sessão em informal”, explica.
O presidente diz que nessa edição aberta serão mostrados os projetos para a construção da nova Câmara. “Os componentes da comissão farão a apresentação do projeto ou dos projetos para a análise dos vereadores que escolherão através de sim ou não em voto secreto”, conta. Segundo Silva, o edital permite a apresentação de até três propostas.
Ele fala que, após a votação, o que consta na pauta da sessão ordinária deve voltar à discussão. “Como é informal, pode levar muito tempo, mas mesmo assim depois eu tenho que reabrir a ordem do dia”, explica o presidente.
Até o momento, na pauta do dia constam 55 indicações, dois votos de pesar, 42 congratulações, 33 pedidos de previdência e nenhum projeto de lei.
Sobre os projetos, Silva afirma que não tem conhecimento de quais foram escolhidos para serem apresentados. “Me parece que foram sete inscritos e fiz questão de não me envolver para que a comissão fizesse sem a participação do legislativo, que terá conhecimento só durante à noite, na sessão”, explica.
O dono do projeto escolhido ganhará um prêmio de R$ 100 mil, divididos em R$ 30 mil na sessão de premiação, R$ 40 mil na obtenção do Termo de Aprovação de Projeto e alvará de execução junto à Prefeitura e R$ 30 mil após a entrega de todos os projetos específicos necessários junto à Câmara.
Os projetos foram entregues até 30 julho e a sessão para a escolha da proposta estava marcada para esta segunda-feira. “Já havia sido combinado uma sessão especial com o objetivo de apresentar o projeto para a população junto com o aniversário de 93 anos de Presidente Prudente”, conta o presidente.
Após esse processo, a Câmara pretende abrir um processo de licitação. “Ainda não tem como prever o início da construção. Vamos contratar um responsável pelo projeto técnico que envolve também a parte hidráulica e elétrica. Se tudo ocorrer bem, espero que até o Natal seja concluída essa etapa”, conta Silva.
Sua expectativa é que as obras tenham início no ano que vem. “Se não houver nenhum recurso, a próxima mesa fica responsável pela obra de construção da nova Câmara”, diz o presidente.
A comissão julgadora é formada pelos arquitetos Sibila Corral de Arêa Leão Honda, Cláudia Fluminham Ferro, Yara Valim da Rocha e Kazuo Maezado. O Conselho Região de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) está representado por Marzio Sérgio Sergantin e pela inspetora Maria Eunice Tosello. Pelo Instituto de Arquitetos do Brasil faz parte Nádia Ricce. Completam o grupo o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Antonio Romualdo dos Santos Filho e o procurador do Estado Roberto Fernandes Castilho.
Segundo a arquiteta Sibila, as propostas foram julgadas de acordo com os requisitos do edital. “O projeto deve ser facilmente compreensível e contar com itens como circulação, ambiente e espaço físico. Foi feita uma planilha e em cima desses quesitos fomos categorizando”, conta.
Ela fala que nem todos os projetos inscritos foram avaliados. “Primeiro eles passaram pelo jurídico, pela questão de documentação, e depois foram encaminhados para a comissão os que estavam em dia”, explica.
A arquiteta diz que não tem conhecimento dos donos das propostas. “Eu sei qual é o projeto, mas não conheço o autor, vou ficar sabendo só durante a sessão”, comenta.
O edital do concurso apontava questões como durabilidade e baixo custo, além de se preocupar com a acústica local. Também constavam os itens dimensão do estacionamento e número de salas.