Da Redação
Em 29/10/2010 às 13:16
A prefeitura de Pirapozinho irá pagar bolsa auxílio de R$ 510 durante seis meses a 12 famílias que trabalhavam retirando materiais recicláveis do lixão da cidade, conforme projeto de lei de autoria do Executivo e aprovado pela Câmara Municipal em sessão extraordinária.
As famílias beneficiadas foram cadastradas pela Divisão Municipal de Assistência Social e receberão, durante o mesmo período, cestas básicas e outros benefícios.
Os catadores foram retirados do local no início de outubro, após vistoria da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que apontou diversas infrações, entre elas, a presença destes trabalhadores.
“Para atendermos as exigências do órgão, tivemos que retirar as famílias que sobreviviam com o que recolhiam do lixão. Não podíamos apenas retirá-las e não dar opção até que encontrassem um emprego, por isso o projeto”, justifica o prefeito Marcos Brambilla.
De acordo com ele, a prefeitura está procurando parcerias para oferecer cursos profissionalizantes aos catadores. “Temos oferecido diversas oportunidades para que os trabalhadores da cidade se aperfeiçoem e tenham condições de encontrar um bom emprego. Caso estas famílias queiram deixar o trabalho com recicláveis, colaboraremos”, afirma.
Também há o interesse, segundo o prefeito, de implantar a coleta seletiva na cidade e colaborar para que uma cooperativa de catadores de recicláveis seja montada, construindo um barracão nas proximidades do futuro aterro sanitário para que eles separem o material.
Sobre o futuro aterro, que atenderá critérios estabelecidos pela Cetesb, Brambilla informa que uma nova área já foi escolhida, ao lado do atual depósito. No local, está sendo realizada a sondagem de lençóis freáticos para constatar a viabilidade da implantação, que, segundo ele, deve ocorrer em aproximadamente 60 dias.
Enquanto o lixão não é desativado, a prefeitura está aterrando imediatamente todos os detritos recolhidos, evitando que catadores voltem a trabalhar no local.
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