Carlos Hideki
Em 27/10/2010 às 10:03
O Conselho Comunitário de Segurança-Sul (Conseg-Sul) encaminhou ao prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) um ofício pedindo para que ele interceda junto ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER) para que as alças marginais de acesso que estão sendo construídas na Rodovia Assis Chateaubriand, próximo ao Rancho Quarto de Milha, sejam estendidas até o aeroporto Ademar de Barros.
Apesar de confirmar que essa era mesmo a proposta inicial do projeto, a Prefeitura afirma que houve problemas em desapropriações de áreas e essa extensão da obra não é mais uma prioridade.
De acordo com o presidente do Conseg-Sul, Rodrigo Romão, seu pedido visa aumentar a segurança na região. “O projeto original verificou que o problema não é só no rancho, tem um fluxo grande de veículos indo para o aeroporto, ao Sindicato dos Comerciários e aos clubes que ficam nas proximidades”, afirma.
“Solicitei ao prefeito que peça ao DER para que seja atendida essa questão porque, na época, foi ele e outros políticos que ajudaram na obra que está sendo finalizada agora”, comenta Romão.
Ele acrescenta ainda que seria necessária também a construção de um canteiro central do rancho até o aeroporto. “Os motoristas fazem conversão irregular e essa medida evitaria acidentes. É importante ter mais um viaduto também, mas para isso deve ser realizado um estudo primeiro para ver se há necessidade”, fala o presidente do Conseg-Sul.
A obra que está sendo finalizada surgiu de um convênio entre a Prefeitura de Prudente e o governo do Estado, por meio do DER, assinado em outubro do ano passado e que visava a construção da passagem inferior à rodovia e a pavimentação das alças e da marginal esquerda.
O diretor do DER, João Augusto Ribeiro, fala que é possível atender ao pedido do Conseg. “Podemos fazer, mas depende de um convênio com a Prefeitura em que fornecemos o material e ela se encarrega da obra”, afirma.
De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento de Prudente, o projeto original da obra já trazia a ampliação das alças marginais até o aeroporto. “Na época, a intenção era fazer duas pistas, mas pedimos para que proprietários doassem uma parte do terreno e eles não aceitaram. A maioria não queria e teve proprietários que até entraram na Justiça”, explica o secretário Laércio Alcântara, justificando o que atrapalhou a extensão.
Ele fala que por enquanto não serão ampliadas as alças marginais. “Não seria um projeto da Prefeitura e nem do Estado. Talvez no futuro pode ser que o pedido seja atendido, mas hoje temos outras prioridades em convênios com o DER e essa é uma obra que já está quase pronta e atende bem aquela região”, comenta o secretário.
No início, a previsão de investimento na obra era de R$ 4 milhões, mas, segundo Alcântara, o governo do Estado gastou R$ 5 milhões e a Prefeitura, R$ 1 milhão. “Nós precisamos fazer a desapropriação do terreno, a terraplanagem e a retirada das cercas e da parte elétrica”, fala.
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