Da Redação
Em 19/08/2010 às 11:46
Consideradas as principais causadoras de morte nos brasileiros, as doenças coronárias, também chamadas de doenças cardíacas, matam 60% dos homens e 40% das mulheres. Deste total, 15% das pessoas têm morte súbita quando enfartam, isto é, chegam no hospital já sem vida. Estes dados foram expostos no início das palestras desta quinta-feira (19), na Casa do Médico em Presidente Prudente.
O tabagismo, a má alimentação, o colesterol alto, a obesidade, a pressão alta e a falta de exercícios físicos estão entre os principais fatores de risco que culminam nessas estatísticas, segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-SP) e médico cardiologista, Renato Azevedo. “E depois das doenças coronárias, o câncer de próstata é o segundo maior causador de morte na população masculina”, revela.
Cerca de 350 pessoas participam das palestras, que dentre outros temas, têm destacado doenças da coluna e joelhos, respiratórias (pneumopatias) e metabólicas, temas como tabagismo e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), vasculopatias perfiéricas, câncer colo-retal, câncer gástrico, obesidade mórbida e a importância das vacinações.
Para o médico cardiologista Renato Azevedo, que na ocasião também proferiu palestra sobre doenças coronárias, os homens, sobretudo àqueles que têm idade superior a 45 anos, devem sempre passar por consultas periódicas como forma de prevenção à saúde. “É o caminho, não tem outro. As doenças cardiovasculares podem matar, principalmente quando ocorre a obstrução das artérias coronárias que levam sangue e nutrientes para o músculo do coração”, explica.
Ele acredita que a falta de hábitos corretos é um dos principais motivos que resultam na elevação de mortes decorrentes de problemas no coração. “Uma das coisas mais difíceis que se tem na medicina é fazer os pacientes mudar de hábito, seja o hábito alimentar, a falta de atividades físicas, fazer o fumante parar de fumar, levar o paciente a se preocupar mais com controle periódico de seu nível de colesterol, de açúcar no sangue”, diz.
O vice-presidente do CRM-SP acrescenta ainda que “o medo injustificável dos homens” quando o assunto é prevenção e saúde, “é ser consultado por um urologista”. “O câncer de próstata é perigoso. É uma doença que se o diagnóstico for feito de forma precoce é possível curá-la. Por isso é fundamental passar por uma consulta pelo urologista. No entanto, o que impede isso ainda é o preconceito, o machismo”, completa.
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