Carlos Hideki
Em 23/09/2010 às 09:18
O programa lançando pelo Ministério da Saúde esta semana para a criação de leitos na rede pública destinados ao tratamento de usuários de crack e outras drogas interessa à Prefeitura de Presidente Prudente, segundo o secretário municipal de Saúde, Sérgio Cordeiro. Entretanto, ele afirma que para participar é preciso verificar se o recurso liberado pelo governo será suficiente para cobrir os gastos.
A iniciativa visa criar 6.120 leitos em todo o País e para isso deve liberar mais de R$ 140 milhões. “Esse programa é interessante porque aqui em Presidente Prudente o número de usuários de drogas é grande e quantidade de leitos pequena”, afirma Cordeiro.
De acordo com ele, antes do anúncio do governo federal o município já tinha a preocupação com o tratamento de dependentes químicos e desembolsaria verba própria para isso. “Já estávamos contratando leitos do Hospital Regional para fazer esse tipo de atendimento e seria garantido com recurso municipal. Com esse programa será possível fazer o pagamento com verbas do governo”, analisa.
O pacote faz parte do “Plano de Enfrentamento ao Crack” do Ministério da Saúde, que pretende arcar com os custos das internações, mas conforme o secretário isso não significa que os valores liberados serão suficientes para manter os leitos.
“Para o paciente sair do município para fazer tratamento hoje, por exemplo, o governo paga R$ 24 para a estadia e alimentação, o que é pouco. Se ele pagar um valor abaixo de R$ 800 nesse projeto novo, não é interessante para o município porque esse é o custo por mês para manter um paciente”, explica Cordeiro.
Ele lembra que na cidade o Hospital Regional oferece leitos para desintoxicação e revela que existe um projeto para a construção de uma comunidade terapêutica em Prudente. “Será uma chácara perto do aeroporto que pretende oferecer atividades aos pacientes e mantê-los fora do uso de drogas”, adianta o secretário.
No Hospital Regional, esse tipo de tratamento é realizado pelo Pólo de Atenção Intensiva (PAI), que conta com 38 leitos, 24 na enfermaria e 14 de observação no pronto-socorro. A ala atende também pacientes com outras patologias psicológicas, como transtorno bipolar e psicótico, além de depressão.
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