Da Redação
Em 27/08/2010 às 17:01
O Cabra que Matou as Cabras
A montagem “O Cabra que Matou as Cabras”, encenada pelos goianos, é baseada na obra medieval francesa “A farsa do advogado Pathelin” e tem direção geral de Hélio Fróes. A história é cômica e retrata circunstâncias bem próximas do cotidiano: a trama ocorre em torno das tramóias criadas pelos personagens para tirarem vantagens uns sobre os outros. A principal é a de um advogado, vigarista, que sobrevive aplicando pequenos golpes em seus clientes. O espetáculo levanta temas como política, hierarquia, opressão, sempre com muito humor e ironia.
Neste espetáculo, a Cia de Teatro Nu Escuro emprega uma série de elementos da arte popular brasileira, tradicional e contemporânea. Estão presentes a linguagem circense, o teatro de bonecos, a literatura de cordel, o repetente nordestino, as músicas populares brasileiras. A trilha sonora é integralmente entoada pelo elenco, que, sob a coordenação do percussionista Sergio Pato, utiliza instrumentos como o violão, cavaquinho, flauta, zabumba, triângulo, pandeiro, ganzá, tamborim.
Chuva Pasmada
A peça “Chuva Pasmada”, encenada pelos paulistas e de classificação adulta, é fundamentada no conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto. A gênese deste processo criativo, no entanto, não se limita à matéria literária, inclui os festejos de dez anos de trabalho do ator Eduardo Okamoto e do Grupo Matula Teatro. A peça marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Okamoto, fundador deste grupo e que, desde 2005, segue carreira solo.
O espetáculo, baseado no conto de um escritor africano, não procura, em chão de África, a imagem da terra árida; entrevê nas relações humanas, centelhas de gotas que não se desempenham. A chuva é o Avô que, em rio seco, míngua sonhos de navegar até o mar. É o Pai que, estancado junto à vida, não é o mais velho, mas o mais envelhecido de todos. É a Mãe, segredando com a chuva, mistérios de mulher e de água. É o Filho amanhecendo conhecimentos de vida e de morte. É a Tia que, sem cumprir a estação do matrimônio, recolhe-se em reza de cruz e rosário.
“Como uma inundação sem chão, esta chuva é cada um e, ao mesmo tempo, todos nós, que nascemos água e morremos terra. Chuva Pasmada lembra-nos: há rio e canoa. Façamo-nos, nós mesmos, remos”, afirma Okamoto.
Serviço
Os ingressos custam R$ 2 para a classe teatral prudentina e comerciários matriculados no Sesc Thermas; R$ 4 para idosos, estudantes e professores da rede estadual e municipal e usuários matriculados no clube; e R$ 8 a inteira. Não será permitida entrada depois do início dos espetáculos.
Informações podem ser retiradas através do telefone (18) 3226-3399, pelo email [email protected], ou no site do Fentepp: www.fentepp.com.br.
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