Maycon Morano
Em 02/08/2010 às 15:38
Em todo o Estado, a paralisação é de cerca de 90% dos cerca de 630 funcionários. Já na capital da 10ª Região Administrativa, com a mesma porcentagem, 49 dos 54 trabalhadores do instituto aderiram à greve.
“Nós reivindicamos a reposição salarial que vem se acumulando desde 2001, quando o Instituto de Terras passou a se chamar Fundação Instituto de Terras. De lá para cá, somente em alguns anos o governo nos deu a reposição daquele ano vigente, aumento referente à inflação. A reposição dos anos anteriores ficou para trás, fazendo com que nosso salário ficasse defasado”, explica Márcia.
Ela coloca, também, outros pedidos. “Queremos a aplicação efetiva do plano de carreira que foi criado, além da licença maternidade de seis meses”, diz a representante dos funcionários, acrescentando que estas são três das principais solicitações.
Outro funcionário, o técnico em Desenvolvimento Fundiário João Leite, lembra que, durante a mudança, alguns cargos tiveram suas denominações trocadas. “Nossos salários também diminuíram quando mudou para Fundação [Itesp]. Mas hoje estamos brigando pela reposição salarial”, frisa. “E também queremos a adequação de nosso ticket alimentação que é de R$ 246 enquanto de outros servidores públicos é de R$ 500”, compara Leite.
De acordo com a representante dos funcionários do escritório regional, outras negociações já foram estabelecidas com o governo do Estado, porém, sem acordo. “Ano passado foi reconhecido 30% desses 43% que pedimos, mas mudou o Secretário da Justiça e a negociação ficou perdida. Tentamos novamente, mas não conseguimos nossas reivindicações, portanto estamos parando para que o governo ouça nossos pedidos e apresente-nos uma proposta”, diz Márcia.
Com isso, todas as atividades do órgão ficam paradas. “As mais importantes no Pontal são o atendimento aos trabalhadores rurais dos assentamentos e o serviço de regularização fundiária em cidades de pequeno porte da região”, informa Márcia.
Na próxima semana será decido pela continuação ou não da greve. “Na segunda-feira [9] teremos uma assembléia em São Paulo para decidirmos se vamos continuar com a paralisação caso o governo não nos apresente nenhuma proposta até lá”, conclui a analista de Desenvolvimento Fundiário do Itesp em Prudente.
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