Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Estudantes prudentinos desenvolvem iogurte de leite de cabra

Da Redação

Em 07/08/2010 às 10:45

Dois estudantes prudentinos desenvolveram um iogurte para os intolerantes à lactose. O projeto é intitulado “Iogurte de leite de cabra com baixo teor de lactose e com efeito probiótico”. André Nascimento cursa o 4º período de Análises Químicas Industriais - Alimentos no Senai e Franciane Silva é estudante do primeiro ano de matemática da Unesp e também ex-aluna do Senai. A orientação é do professor Marcos Roberto Ruiz.

Com 22 anos de idade, Nascimento considera que atualmente no Brasil uma grande parte da população consome iogurte diariamente, “por ser um alimento gostoso e que trás grandes benefícios para a saúde”. Segundo ele, uma pesquisa apontou que cada pessoa ingere até 3 quilos de iogurte ao ano. “Mas nem todos podem consumir esse tipo de produto por terem dificuldade em digerirem a lactose que é o principal açúcar do leite. É o chamado grupo de pessoas classificado como intolerantes à lactose. O organismo destas pessoas, mais especificamente o intestino delgado, não consegue produzir a enzima intestinal lactase que é responsável pela digestão da lactose”, explica.

O estudante acrescenta que a intolerância ao tipo de glicídio não é uma doença perigosa, mas que causa grandes desconfortos gastrointestinais como náuseas, cólicas, inchaço abdominal, flatulências e diarréias. Ainda segundo ele, estimativas dão conta de que cerca de 25% da população brasileira sofre desse tipo de intolerância. “É um número considerável de indivíduos. Infelizmente produtos com baixo teor de açúcar láctico, principalmente iogurtes preparados especificamente para o público que sofre deste tipo de intolerância alimentícia, não são encontrados nas prateleiras dos supermercados”, diz.

Foi pensando nesse problema, conta o estudante, que a dupla resolveu desenvolver um iogurte com baixo teor de lactose. “A ideia de fazer o iogurte de leite de cabra com baixo teor de lactose e com efeito probiótico surgiu quando estávamos fazendo uma pesquisa na internet, vendo quais haviam sido os ganhadores do Inova Senai de 2009. Foi lá que vimos um flan isento de lactose. A partir daí pensamos: por que não fazer um iogurte destinado ao público intolerante a lactose, já que há um número tão grande de pessoas que sofrem com esse problema?”

“O segundo passo foi pesquisar se já havia algum produto no mercado desse tipo, mas como não conseguimos encontrar nenhum iogurte destinado ao público intolerante a lactose, resolvemos tentar criá-lo”, completa ele.

O produto desenvolvido pela dupla, alega o estudante, trás alguns benefícios para a saúde do corpo como o controle da flora microbiana intestinal, além do que contém sais de cálcio modificados durante a fermentação do leite para formas que são mais facilmente absorvidas pelo organismo humano. “É a primeira vez que vamos participar deste evento e estamos muito empolgados. Só de poder estar lá [em São Paulo], eu e a Franciane já consideramos uma grande vitória em nossas vidas. Pretendemos levar o nosso projeto a diante, até a sua industrialização”, encerra.

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