Da Redação
Em 10/09/2010 às 17:01
Há pouco mais de quatro meses exercendo a função de auxiliar do ministro Cezar Peluso na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, o juiz Fernando Florido Marcondes, que atuou em 16 de seus 20 anos de magistratura na região de Presidente Prudente, foi alçado agora a secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele vai acumular ambas as funções.
O atual secretário geral do CNJ, juiz Rubens Rihl Pires Corrêa, perdeu o posto antes mesmo de completar um ano no exercício. Já Florido é elogiado por ter boa interlocução com os conselheiros.
Ele foi nomeado juiz auxiliar na presidência do STF no último dia 10 de março e assumiu em 23 de abril, junto com o ministro Peluso, que passou a exercer a presidência da corte. Em entrevista ao Portal na época, Florido revelou que eles já haviam trabalhado juntos em 2002, época em que Peluso era presidente da Escola Paulista da Magistratura e ele, seu auxiliar.
Nascido em São Paulo, Fernando Florido Marcondes exerceu 16 de seus 20 anos de magistratura em Presidente Prudente, onde estava radicado desde 1994. Aqui foi juiz da 1ª Vara da Família e diretor do Fórum local, de 2003 a 2008. Antes, foi titular da Vara Distrital de Pirapozinho.
Graduado em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, especializou-se em Processo Penal na Universidad El Salvador, na Argentina. Desde 2002 é mestre na área, título alcançado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Parte dos conselheiros já comemora a mudança. O juiz Rubens Rihl perdeu o cargo no CNJ depois de causar desconforto na Casa. A ele é atribuída a elaboração, à revelia do presidente do STF e do CNJ, de dossiês detalhados sobre cada um dos membros, com informações sobre ligações políticas e jurídicas, e sua opinião pessoal sobre cada um.
O antigo secretário deve agora exercer uma função na assessoria internacional do Supremo, subordinado a um diplomata, enquanto ainda aguarda uma promoção a desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo. Antes de auxiliar no Supremo, o paulista Rubens Rihl integrava a 8ª Câmara de Direito Público do TJ-SP como juiz substituto de 2º grau.
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