Maycon Morano
Em 17/09/2010 às 11:57
Uma greve dos funcionários da Fundação para o Remédio Popular (FURP), laboratório farmacêutico oficial do Estado de São Paulo, deixa Presidente Venceslau sem o fornecimento de medicamentos do Programa Dose Certa e da Farmácia de Medicamentos Especializados já há cerca de cinco meses.
“Desde o início do ano não estamos recebendo alguns remédios. Não sei precisar certamente, mas foi logo após o mês de março. Há pouco tempo começamos a receber alguns remédios, mas não chegaram todos”, afirma a farmacêutica responsável pela Farmácia Municipal, Thaiana Andreta Barutta.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, que assumiu o problema com o atraso da fabricação e da distribuição, a situação deve ser normalizada ainda na próxima semana.
Neste ano, dois problemas pontuais envolvendo o “Dose Certa” acarretaram em sucessivos atrasos na remessa de medicamentos, não apenas para Presidente Venceslau, conforme a diretora da Divisão de Saúde do município, Lianir Aguillar Ribeiro.
“O primeiro problema se deu após o processo de informatização da Furp. O outro problema surgiu após a deflagração de greve dos trabalhadores que reivindicavam o cumprimento do acordo coletivo da categoria. O movimento atingiu a fábrica de medicamentos em Guarulhos, além das farmácias e postos de distribuição de medicamentos”, esclarece Lianir.
Em nota, a prefeitura de Venceslau afirma que entrou em contato com a fundação para resolver o problema, “relatando a urgência e a grande demanda pelos medicamentos”. “Recebemos a informação de que o problema com a greve já foi solucionado e que as pendências nas entregas dos medicamentos devem ser resolvidas ainda este mês”, informa.
Recentemente, Presidente Prudente anunciou o rompimento com o programa Dose Certa, alegando sucessivos atrasos na entrega dos remédios e o alto custo deles através do programa em relação ao preço praticado no mercado. A cidade agora recebe a verba do governo para realizar a compra dos medicamentos por conta própria.
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