Carlos Hideki
Em 31/08/2010 às 09:15
A obrigatoriedade do uso de cadeirinhas em automóveis para crianças a partir de sete anos e meio entra em vigor nessa quarta-feira (1º). Em Presidente Prudente, a venda aumentou na última semana e algumas lojas sofrem com a falta principalmente do assento destinado a crianças entre quatro e sete anos e meio.
A resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deveria começar a valer no último dia 9 de junho, mas foi adiada pela falta dos produtos no mercado.
De acordo com a vendedora de uma loja de artigos infantis, Cristiane Pires, o aumento na comercialização dos assentos cresceu cerca de 80% desde que surgiu a lei. “A procura maior é pelo assento para crianças de quatro a sete anos, vende mais até que o bebê conforto. As outras cadeirinhas já eram vendidas então a procura continuou normal, mesmo assim não passa um dia sem vender pelo menos uma”, diz.
O item também é o mais procurado em uma loja de departamentos da cidade. “Teve uma época que chegou a ficar em falta, mas hoje temos uma quantidade que dá para atender a demanda”, afirma o gerente Adriel de Oliveira Cabrera.
Ele conta que têm dias que chega a vender até 10 cadeiras. “A procura ficou maior, cresceu cinco vezes mais que antes da obrigatoriedade e aumentou principalmente na última semana devido à recomendação da lei”, diz. Ele salienta que todos os equipamentos devem ter o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Noutra loja de departamentos de Presidente Prudente as vendas triplicaram e o assento também é o modelo mais comercializado. “Hoje a venda de cadeirinhas é responsável por 80% do comércio desse setor. Desde abril que a procura é bem grande, teve dias de vender 25 só do modelo de assentos”, fala o gerente Renato Marcos Andrade.
Segundo ele, a procura tem sido tão intensa que as cadeirinhas até estão em falta no mercado. “As fábricas não estão dando conta de atender a demanda e a questão do assento é ainda pior”, comenta Andrade.
A falta de assentos também é uma situação problemática para a gerente de uma loja de brinquedos na cidade, Camila Eduarda Walkovicf. Ela fala que metade das pessoas que entra na loja busca as cadeirinhas e as vendas aumentaram 80% depois da lei. “Temos dois pedidos feitos aos fabricantes há aproximadamente três meses”, afirma.
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