Maycon Morano
Em 17/08/2010 às 12:32
Os médicos residentes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Presidente Prudente comunicaram ao Conselho Regional de Medicina (CRM) que irão aderir à greve da categoria, iniciada em todo o País nesta terça-feira (17).
“São mais de 50 médicos em aprendizagem. Aqui em Prudente, o Hospital Regional [HR] é o único que atende ao SUS, mas a suspensão deve ser facilmente absorvida pelo corpo médico fixo do hospital”, adianta o o conselheiro responsável pela Delegacia Regional, doutor Henrique Liberato Salvador.
A categoria reivindica reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio que, de acordo com o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, está congelada em R$ 1.916,45 desde 2006. “Além do reajuste da bolsa, para cerca de R$ 2,7 mil, queremos reajustes anuais dela, com data base em 1º de setembro, junto com a dos médicos”, explica. Eles também pedem a criação da 13ª bolsa, e a melhoria das condições de formação.
Sobre a diminuição dos atendimentos no HR, o conselheiro regional de medicina em Prudente afirma ao Portal que, por estar em processo de aprendizagem, o residente “não pode ser o responsável pelo serviço”, portanto não deve ser afetado. “O que acontece é que às vezes ele é considerado um material humano barato e acaba sendo desvalorizado”, pontua Salvador.
Já o posicionamento do Conselho não é contrário à reivindicação dos médicos. “Mas queremos que haja um bom senso tanto do hospital [HR] quanto dos médicos para que a população não fique desprovida de atendimento”, diz Salvador, acrescentando que uma reunião hoje será pautada em São Paulo para analisar a reivindicação dos médicos residentes.
O setor de comunicação do HR informa que a instituição prefere não se manifestar, já que a ação é própria dos médicos residentes e não do hospital. Ainda de acordo com a assessoria, a paralisação não afetou nenhum tipo de atendimento à população.
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