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Mesmo com diagnóstico, 60% dos fumantes com câncer não largam vício

Da Redação

Em 26/08/2010 às 15:17

Apesar de já diagnosticados com câncer, 60% dos fumantes não conseguem largar o cigarro, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo “Octavio Frias de Oliveira” (Icesp).

“Infelizmente a grande maioria relata dificuldades para abandonar o cigarro, mesmo após receberem o diagnóstico de câncer. Mas é fundamental que essa realidade mude, não só por melhorar a qualidade de vida das pessoas como para ajudar na luta contra a doença”, alerta Frederico Leon Arrabal Fernandes, médico pneumologista do Icesp.

Neste ano, os atendimentos realizados no Icesp mostraram que 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam serem tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.

Para incentivar os fumantes a largarem o vício e diminuir o desconforto da abstinência, é oferecido tratamento para os pacientes internados, como a distribuição de gomas de nicotina e adesivos, que são as duas formas mais indicadas durante o período de internação. Porém, ainda é perceptível a dificuldade para abandonar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença e conhecerem todos os males provocados pelo tabagismo.

Efeitos

Para quem luta contra o câncer, os efeitos nocivos que o cigarro provoca são extremamente prejudiciais. O tabagismo dificulta a cicatrização, prejudicando pacientes submetidos à cirurgia oncológica. Além disso, eleva a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares e infecções respiratórias. A função pulmonar também é altamente afetada, o que pode aumentar o risco de complicações durante o período de radioterapia, por exemplo.

Outra séria dificuldade provocada pelo cigarro nos pacientes oncológicos é durante o período de quimioterapia. Para quem é tabagista, alguns quimioterápicos podem surtir efeito bem menor no organismo, o que prejudica o tratamento e, muitas vezes, a cura dessas pessoas. Os efeitos colaterais como náuseas, vômitos, perda de apetite e sintomas respiratórios, também são intensificados. (Com Assessoria de Imprensa)

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