Maaycon Morano
Em 27/08/2010 às 10:16
Depois de vetar a construção de novos banheiros em Presidente Prudente e apesar de afirmar constantemente sua revolta com a onda de vandalismo nos prédios públicos da cidade, o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) continua descartando a criação de uma Guarda Municipal como solução para o problema.
“Apesar de todas estas situações que existem hoje, eu acredito que a Polícia Militar e a Polícia Civil podem resolver este problema que Presidente Prudente enfrenta”, diz o chefe do Executivo.
Ele ainda cita quem deve ajudar estes órgãos a prenderem os autores dos delitos. “Junto com a população, eles [PM e PC] conseguem resolver esse problema tranquilamente”, conclui Tupã em entrevista ao Portal.
Já o comandante do 18º Batalhão de Polícia Militar do Interior (18º BPM/I), tenente-coronel Geraldo Fernandes Néspoli Berardinelli, lembra que a ação de uma Guarda Municipal é limitada. “Constitucionalmente ela só pode agir em lugares públicos, ou seja, cuidar dos lugares municipais”, afirma.
Por isso, de acordo com ele, a Guarda Municipal não seria necessária para coibir as ações de vandalismo. “O ideal é que haja a denúncia das pessoas no momento da pichação, por exemplo, para que a PM tenha como agir e apreender estes infratores.”
Para resolver o problema é importante que a população ajude, conforme explica Berardinelli. “Seria muito bem solucionado se as denúncias forem perto do ato de vandalismo”, pede o tenente-coronel, acrescentando que se “não houver denúncia, não tem como impedir esses atos de vandalismo em Prudente”.
Sobre a implantação de uma Guarda Municipal, o presidente da Câmara de Prudente, vereador Izaque Silva (PSDB), é comedido. “Eu ainda não tenho uma opinião formada a respeito do assunto, porém, tanto aqui na Casa como no Executivo, existem os prós e os contras. É algo a ser discutido ainda”, explica.
Uma das hipóteses levantadas em outras administrações por não ser criada uma Guarda Municipal na cidade é em relação ao porte do município, o que o parlamentar não considera. “Já vi em cidades bem menores que Prudente, não acredito que esse seja um problema”, pontua Silva.
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