Da Redação
Em 16/08/2010 às 09:43
Morre aos 72 anos de idade, com problemas no coração, Galileu Silva, o radialista da Rádio Prudente AM (1070) que se tornou uma espécie de voz oficial das apurações das eleições em Presidente Prudente. O velório ocorre no Cemitério Parque da Paz, onde o sepultamento será às 16h desta segunda-feira (16).
Era a voz do jargão mais conhecido das eleições: “Da boca da uma para o ouvido do povo”. Sua morte, ocorrida no domingo (15), causa tristeza entre seus colegas de emissora, que ficou evidenciada nesta segunda-feira, na abertura do Jornal da Manhã, quando o locutor Lucas Macedo não conseguiu dar a notícia da morte. O apresentador do noticiário chorou e o repórter Geraldo Gomes completou a informação.
Galileu Silva era de São José do Rio Preto, onde nasceu em 10 de abril de 1938, sendo o terceiro de oito irmãos. Fez o primário em Cedral, o ginasial em São José do Rio Preto para onde ia e voltava todos os dias de trem. Fez o curso Científico em São Carlos, onde deu os primeiros passos ao caminho da comunicação como bom aluno em redação.
Aos 19 anos de idade começou a trabalhar na Rádio São Carlos. Apresentava jornal das 23h às 23h30 e depois, até zero hora, um programa romântico com músicas de piano e interpretação de poesias. Durante o dia era funcionário das Casas Pernambucanas.
Casado por duas vezes, em 1963 com Maria Cecília Silva, e em 1979 com Aliete da Silva e Silva, Galileu foi pai de quatro filhos: André Luis da Silva (bancário e advogado), Luciana da Silva (psicóloga), Emanuel da Silva (advogado) e Vitor Hugo da Silva (jornalista e publicitário).
O nascimento e a formatura de cada filho eram os fatos por ele considerados como marcantes em sua vida. Em Presidente Prudente, nos anos 1980, Galileu Silva graduou-se bacharel em Direito pela então Instituição Toledo de Ensino, hoje Faculdades Integradas Antonio Eufrásio de Toledo.
Durante 53 anos de trabalho no rádio, fez de tudo um pouco nas áreas de jornalismo, entretenimento e comercial. Foi da apresentação de programas sertanejos à narração de futebol, atividade iniciada na Rádio Piratininga da Votuporanga. Contava que se espelhou em Heron Domingues, o locutor do Repórter Esso, e apresentador César Ladeira, ambos da Rádio Nacional do Rio de Janeiro; Edson Leite e Fiori Gigliti, na Rádio Bandeirantes de São Paulo; e Geraldo José de Almeida, na Rádio Record de São Paulo.
No início da carreira, Galileu teve os apoios dos colegas José Carlos da Silva, na Rádio São Paulo, e Homero Rabelo, na Rádio Piratininga de Votuporanga; no decorrer dos tempos, de J. Havilla, Caio Plínio e José Nelson; e já em Presidente Prudente, de Carlos Alberto de Arruda Campos.
Quando Walter Lemes Soares foi eleito prefeito em 1972, Galileu utilizou pela primeira vez o bordão que o acompanharia para o resto da vida, o “da boca da urna para o ouvido do povo”. A última apuração que cobriu foi a de 2008, quando foi um dos primeiros a anunciar que Milton Carlos de Mello (Tupã) tinha sido eleito prefeito.
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