Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Neto de Coronel Marcondes destaca colonização feita pelo avô

Da Redação

Em 11/09/2010 às 09:40

“Louvores a Marcondes e a Goulart, que aqui vieram para desbravar...”. O início da letra do Hino de Presidente Prudente revela dois nomes imprescindíveis para a fundação do município, que completa 93 anos dia 14 de setembro. O neto de Coronel José Soares Marcondes, o aposentado Lauro Flávio Marcondes Brizola de Oliveira, 78 anos, relembra a contribuição do avô lá no início para o pleno desenvolvimento da cidade.

Filho de Amália Marcondes de Oliveira, uma dos sete filhos do coronel, e do Coronel Miguel Brizola de Oliveira, Lauro Flávio diz que a ordem é “rememorar e revirar a história da forma mais fidedigna possível”.

O neto de Coronel Marcondes conta que o avô nasceu no Vale do Paraíba, em São Paulo, e chegou a Presidente Prudente na metade do século XIX. As terras onde existem hoje arranha-céus, casas, comércio, templos, igrejas e escolas, recorda ele, até então eram ocupadas por caiuás, xavantes e caingangs, índios da nação guarani.

“Onde existe urbanização hoje, era tudo mata fechada. Os registros nos livros de história informam que o município foi fundado em 14 de setembro [de 1917] pelo Goulart [Coronel Francisco de Paula], mas tenho comigo que foi fundada pelo meu avô. Foi ele quem contribuiu para o início da Vila Marcondes, bairro mais antigo da cidade. Quem trouxe para cá povos estrangeiros, principalmente italianos, para cultivarem culturas como a batata, algodão e principalmente o café. Quem trouxe e manteve as riquezas para Prudente”, defende ele.

Na época, Lauro, clarões iam se abrindo nas matas. É que enquanto Goulart colonizava a área localizada à esquerda da estrada de ferro (no sentido de quem vem de São Paulo), seu avô Marcondes, dono da Companhia Marcondes, cuidava da colonização da área à direita da mesma estrada. Logo, Coronel Marcondes adquiriu 4.700 alqueires de terras, dividindo-os em lotes e instalando os primeiros patrimônios da região.

“Ele contribuiu para a colonização das famílias que vieram para cá. A região onde hoje é a Vila Marcondes e o distrito de Montalvão foi ele quem colonizou assim como Presidente Bernardes e o lado do norte do Paraná”, destaca.

Para o neto, tanto seu avô quanto Coronel Goulart, como indica o hino, foram fundamentais. “Ambos tornaram-se responsáveis pelo desenvolvimento da região e pelo crescimento da cidade”, diz, lembrando que na década de 1920 a cultura cafeeira era considerada a atividade econômica mais importante exercida por proprietários de terras, empreiteiras e colonos da região.

“Meu avô comprava essas produções e as comercializavam para São Paulo [Capital], Rio de Janeiro e litoral santista. A produção era exportada por meio da Estrada de Ferro Sorocabana. Foi a partir daí que Prudente se desenvolveu e se consolidou como cidade”, argumenta.

“Muitos não sabem, mas na época em que Júlio Prestes foi eleito para ocupar o cargo de presidente, ele chamou o meu avô para ser ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mas infelizmente ele não chegou a ocupar o posto porque Júlio Prestes, até então governador de São Paulo, não conseguiu tomar posse devido o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luiz, impedindo sua posse e colocando fim à República Velha”, revela. (Com assessoria de imprensa)

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