Da Redação
Em 20/08/2010 às 10:48
Cerca de 45 médicos de 16 municípios participaram de uma palestra realizada na Secretaria da Indústria e Comércio de Osvaldo Cruz para a capacitação sobre o diagnóstico e tratamento de pessoas com suspeita de leishmaniose visceral na manhã dessa quinta-feira (19).
O evento foi organizado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológia (GVE) de Marília que é responsável pela regional de Osvaldo Cruz. A palestra foi ministrada pelo médico-infectologista José Wilson Zangirolami, do GVE de Presidente Prudente, sobre as novas orientações para a padronização do atendimento deste tipo de doença no Estado.
“Essa é uma capacitação para dar um melhor acesso aos médicos por conta da epidemia pela qual passamos e dar a eles instrumentos a fim de detectar a doença em tempo. A leishmaniose visceral é uma doença que tem aparecido com força em nossa região e é importante que os médicos tenham uma atualização e uma padronização do diagnóstico e do tratamento”, explicou a enfermeira responsável pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica de Osvaldo Cruz, Tânia Midori Matsura.
“Muitas vezes a infecção da leishmaniose é confundida com outras patologias. Até se chegar a um diagnóstico da doença, corre-se o risco do óbito do paciente”, lembrou Tânia Matsura.
Segundo o palestrante, a capacitação é um processo dinâmico em que sempre há revisões, contatos, tira-dúvidas e se faz necessária por causa da expansão da doença no interior do estado. “Infelizmente a leishmaniose está em crescimento nesta e em várias outras regiões de São Paulo”, conta Zangirolami.
A leishmaniose é causada por infecção causada pela picada do mosquito flebotomíneos conhecidos como mosquito de palha. Os principais sintomas da leishmaniose visceral é febre, perda de peso, inchaço no baço e fígado, e alguns testes de sangue anormais.
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