Da Redação
Em 18/08/2010 às 13:51
Trinta famílias compareceram nessa terça-feira (17) ao Centro Cultural de Pirapozinho para sorteio dos endereços das vagas remanescentes do Conjunto Habitacional Antônio Bento Pimentel (Pirapozinho D), provenientes de desistência ou desclassificação de famílias donas de imóveis ou que não atendiam algum requisito estabelecido. O sorteio foi organizado pela prefeitura e Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).
De acordo com o líder do Núcleo de Atendimento Habitacional de Presidente Prudente, Belvino Bento de Souza Junior, a companhia autorizou que as 30 residências fossem destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social, deficientes físicos e mães solteiras. Elas foram levantadas pela Divisão Municipal de Assistência Social, por meio de avaliação sócio-econômica, e depois avaliadas pela coordenação da CDHU.
“O relatório com todas as informações foi encaminhado ao Ministério Público para Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e cópia para aprovação da CDHU de São Paulo e Presidente Prudente, que aprovaram a inclusão destas famílias”, explica o coordenador comunitário, elo entre mutuário, estatal e prefeitura, José Gonçalves Moreira.
O próximo passo, segundo Souza, é aguardar a convocação para assinatura do contrato, o que deve ocorrer no início de setembro. “A entrega das chaves será junto com os outros mutuários”, adiantou o líder. Para isso, CDHU e prefeitura aguardam a conclusão da construção das galerias pluviais, sarjetas e asfalto, que está em andamento.
Reformas e melhorias
As 197 unidades habitacionais começaram a ser construídas em 2003, mas foram paralisadas quatro anos depois, quando o Ministério Público constatou fraude nos processos de licitação, superfaturamento das obras e uso de material de qualidade inferior.
A construção foi retomada em 2009, com troca de telhas, madeiramento, portas e janelas, e acréscimo ao projeto de piso cerâmico, forro de PVC, aquecedor solar e jardim.
No dia 9 de abril deste ano, os mutuários assinaram as escrituras das casas, que foram encaminhadas à companhia para registro. Desde então, os moradores começaram a pagar as prestações e regularizaram o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).
Para o prefeito Marcos Brambilla, cada passo é de grande importância para a conquista da casa própria. “Adversidades atrapalharam a obra, mas ela será entregue em muito breve. Já são sete anos de espera para estas famílias, mas elas terão uma casa que com certeza se transformará em lar, devido às melhorias que conquistamos”, garante.
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