Da Redação
Em 26/10/2010 às 11:04
Presidente Prudente inaugurou no final da tarde dessa segunda-feira (25) o primeiro laboratório de informática adaptado para alunos com déficit intelectual e/ou com necessidades educacionais especiais na rede municipal de ensino. Os contemplados foram 48 alunos matriculados no ensino fundamental da Escola Municipal Doutor Pedro Furquim, no Parque Furquim.
Conforme o secretário municipal da Tecnologia (Setec), Rogério Marcus Alessi, para adaptação dos seis computadores – que já estavam em funcionamento na escola há quatro anos, porém sem a instalação de acessórios específicos para este público considerado especial –, o investimento, que inclui aquisição de softwares e acessórios, foi de R$ 5 mil.
Ele informa que o recurso é proveniente de economia da Setec, que diminuiu o uso de toners no decorrer deste ano. “Antes gastávamos R$ 15 mil no ano com toners. Neste ano gastamos R$ 10 mil. Os R$ 5 mil economizados foram investidos nessas tecnologias, que são adaptações específicas para pessoas que têm algum tipo de deficiência que limita ou impede o uso de uma tecnologia comum. Ou seja, os mouses, fones de ouvido e teclados são todos adaptados”, explica, acrescentando que foi comprado ainda um scanner e uma impressora colorida para impressão dos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes no local.
Na inauguração, o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã) falou da possibilidade de continuar instalando laboratórios adaptados. “Nossa vontade é exatamente essa. Crianças que precisam de um atendimento diferenciado também precisam ter os mesmos direitos das outras. Precisam dispor das mesmas ferramentas que outras crianças que estudam, inclusive, em escolas particulares”, ressaltou.
A professora Lucineide Brito dos Santos revela que os 48 alunos especiais contemplados com as adaptações são divididos em quatro turmas, sendo que duas delas praticam as atividades no local no período da manhã e outras duas no período da tarde.
“O projeto gerador trabalhado aqui é o de identidade, que envolve diversos temas, como meio ambiente, folclore, datas festivas, entre outros. Ele consiste em desenvolver atividades de educação para o aprimoramento da leitura e da escrita destes alunos com necessidades educacionais especiais nos aspectos físico, social, pedagógico e intelectual. O objetivo é usar estes recursos para beneficiar o desenvolvimento cognitivo, social e cultural, além das habilidades mentais básicas de cada criança”, explica.
Os pais aprovaram a iniciativa. “Esse laboratório é o futuro de nossos filhos. É ele quem vai fazer com que minha filha tenha um bom rendimento escolar e progrida no ambiente acadêmico. Ela já o frequentava há dois anos e melhorou bastante”, opinou a moradora da Vila Furquim, Edna Aparecida Macegoso, 32 anos, mãe da Emeli Amanda Macegoso, 9 anos.
“Para minha neta também foi excelente porque ela tem bastante dificuldade de aprendizagem. Mas desde que passou a ter as aulas no laboratório, o rendimento dela na escola e em casa melhorou 90%”, completa Maria Izabel Freiria, 49 anos, avó da Beatriz Kuroiwa da Silva, 9 anos.
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