Da Redação
Em 03/09/2010 às 18:23
Veja a entrevista com Akira:
Prudente tem o que comemorar nos seus 93 anos?
Sim, tem muito o que comemorar. Em termos ambientais Presidente Prudente respeita todos os segmentos. Ela ainda tem passivos para recuperar, mas não vem medindo esforços, por exemplo na questão do lixão. Enfim, eu digo que a cidade em pouco espaço de tempo vai ser modelo para o Brasil e para o Mundo, porque vem avançando muito mais rápido na questão ambiental do que se espera.
É possível compara Prudente com outras cidades nas questões do meio ambiente?
Presidente Prudente é uma cidade que é politicamente amadurecida. Nós temos vários segmentos da sociedade que sabem cobrar dos poderes públicos. Isso influencia muito. Então, quando a sociedade civil é organizada, sabe quem provocar, quem cobrar; sabe cobrar do prefeito, do vereador, do representante do bairro onde mora. Isso dá um novo formato à cidade. Todos os problemas são resolvidos na medida que vão aparecendo e aí a pessoa até começa a projetar para o futuro. É isso que tem ser dentro de um município para que a gente tenha uma boa convivência dentro da área urbana que forma uma ilha de calor. Dentro dessa ilha nós temos muitos problemas ambientais. Tem problema de aumento de temperatura e ventos que podem causar danos na rede de iluminação. Enfim, Prudente está muito avançada e vem corrigindo muito mais rápido que os outros municípios.
Quais são as principais realizações do Ministério Público do Meio Ambiente?
Em termos de atividade é até um pouco difícil de comentar, porque nos envolvemos muito na questão de ações que promovemos, às vezes até ações judiciais contra um réu. Então, isso ficaria um pouco difícil de comentar. Nesse lado, não gostaria de abordar para não ficar falando quem foi o réu de determinada ação. Mas, politicamente falando, de uns anos para cá temos adotado um postura, até por provocação da sociedade mesmo, de dialogar muito mais, de ir mais no local, verificar qual o problema, identificar, conversar, conscientizar para resolver. Isso é uma política pública que o Ministério Público vem adotando. Isso vem avançando muito, porque as pessoas, percebemos que na área ambiental, em sua grande maioria não degradam o meio ambiente por má fé. É por desconhecimento. Então, na medida que você trabalha para que ela conscientize e passe a resolver, ela não precisa de ação judicial nenhuma, não precisa de ação penal, ela mesmo resolve de uma forma consciente e a partir daí ela mesmo passa a proteger.
Fale sobre as obras das áreas de preservação ambiental.
Várias obras que foram realizadas decorrem de acordos com relação a algumas empresas que reconheceram que houve um excesso de invasão de algumas áreas. E elas reconhecendo esse erro, procuraram adotar medidas compensatórias. Aí a gente identificou esses espaços que precisariam desta obra e várias foram realizadas. Algumas estão pra concluir, graças também a atuação da empresa que foi consciente. Ela reconheceu o erro e tentou reparar o mais rápido possível.
(Com assessoria de imprensa)
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