Do Terra
Em 03/09/2010 às 08:36
Policiais militares de Presidente Prudente prenderam no começo da noite dessa quinta-feira Sidnei Zanardo, 26 anos, condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio da estudante Mariana Braga, na madrugada do dia 22 de fevereiro de 2003, no Campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) da cidade. Ele estava foragido e foi detido por tráfico de drogas.
Uma equipe do 18º Batalhão fazia patrulhamento de rotina na Vila Marina quando Zanardo, ao ver a viatura, jogou no chão uma porção de crack, duas facas, um capuz e dinheiro, antes de tentar fugir. Ele foi perseguido e preso quando tentava se esconder em sua casa.
Questionado, Zanardo disse que, após receber a sentença pela morte de Mariana, ficou sete anos no regime fechado e, depois, recebeu o benefício do semiaberto. Ele afirmou que apenas pernoitava no anexo da penitenciária, mas que, no dia 20 de agosto, não retornou à prisão. A mãe e um dos irmãos de Zanardo foram presos recentemente, ambos acusados por tráfico de entorpecentes.
A morte da estudante Mariana Braga teve grande repercussão, principalmente devido às circunstâncias do crime, que aconteceu quando a jovem comemorava sua aprovação, com louvor, em um baile de calouros celebrado no campus. No início da madrugada, um grupo que não fazia parte da festa invadiu o espaço e iniciou um tumulto. Neste momento, Zanardo disparou vários tiros e um deles atingiu a estudante, que não participava da confusão, na cabeça. Após o homicídio, familiares e amigos da vítima fundaram um movimento de evangelização com o nome de Mariana Braga.
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