Carlos Hideki
Em 31/08/2010 às 17:21
Após a umidade relativa do ar alcançar índices alarmantes e caracterizar estado de alerta máximo em Presidente Prudente – segundo parâmetro da Organização Mundial da Saúde (OMS) –, as lojas da cidade comemoram a alta nas vendas de umidificadores e climatizadores. Alguns estabelecimentos sequer têm os produtos à pronta-entrega tamanha tem sido a procura. Entretanto, especialista consultado pelo Portal orienta a não fazer uso contínuo dos aparelhos em ambientes fechados.
Em uma loja de departamentos do centro de Prudente, os equipamentos são os produtos que mais têm sido procurados. “O que chega vende na hora. Recebemos na manhã desta terça-feira 45 aparelhos [umidificador e climatizador] e até as 10h já tínhamos vendido tudo”, fala o gerente Adriel de Oliveira Cabrera. De acordo com ele, a loja não tem mais nenhuma peça para comercializar.
O gerente de outro estabelecimento do ramo, Renato Marcos Andrade, conta que ainda vendem o produto, mas destaca que não há para pronta-entrega. “Estamos vendendo com o estoque da fábrica. O aumento aconteceu devido à baixa umidade do ar nos últimos dias. Na sexta-feira chegamos a vender 50 peças de climatizadores e umidificadores”, diz.
“Se eu tivesse 200 equipamentos na sexta-feira eu venderia tudo”, afirma o gerente de outra loja, Ailton Luis Domingues. De acordo com ele, nove em cada dez ligações recebidas no estabelecimento são sobre a venda de umidificadores e climatizadores.
Domingues cita que a loja não esperava a procura pelos equipamentos. “Aqui na loja vendemos os produtos sazonais e não estava prevista essa seca, por isso nem chegamos a oferecer umidificadores. Já climatizadores, 22 peças foram vendidas esse mês e o último foi ontem”, revela.
Nas lojas consultadas pela reportagem, umidificadores e climatizadores podem ser comprados a partir de R$ 139 e os mais sofisticados chegam a custar R$ 500.
Recomendações
O pneumologista Paulo Roberto Mazaro orienta a não fazer o uso continuo dos aparelhos em ambientes fechados. “O ideal é durante o dia a pessoa beber muita água e à noite ligar o umidificador a seu lado, mas sempre deixando uma porta aberta para circular ar”, explica.
Segundo ele, o uso contínuo em ambiente fechado acumula umidade e proporciona o surgimento de fungos. “Acontece como a infiltração que vai surgindo o musgo na parede”, exemplifica.
Para quem não tem os aparelhos, Mazaro sugere algumas alternativas. “As pessoas podem usar toalhas molhadas na cabeceira das camas e berços, e bacias com água nos quartos”, aconselha.
Ele fala que só o uso de umidificadores não é suficiente e que, com o clima atual de Presidente Prudente, deve-se tomar outros cuidados. “A baixa umidade do ar é uma situação inédita e o principal é a pessoa tomar bastante líquido, mantendo também uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes e proteínas.”
“A criança e o idoso merecem uma atenção especial, porque nesses casos os problemas respiratórios são ainda mais graves”, alerta o pneumologista.
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