Carlos Hideki, Maycon Morano e Thiago Ferri
Em 25/08/2010 às 11:29
Apesar de nos três casos já constar informação no acompanhamento processual disponibilizado no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de que os acórdãos com o indeferimento do registro foram publicados, o inteiro teor com o despacho do juiz eleitoral ainda não está disponível para consulta. Por isso, não se sabe o motivo do indeferimento. Diolinda e Irapuan enfrentavam ação de impugnação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).
Munuera
Arlindo Munuera explica porque foi indeferido seu registro. “Falta a declaração de bens que deveria ter sido encaminhada no meu registro. Na verdade, ela foi enviada, mas foi colocada em anexo e o TRE não viu, tanto que foi colocado como se eu não tivesse declarado bem nenhum, como vocês [Portal] noticiaram”, diz.
Ele ainda acrescenta que o documento não foi acolhido. “Ele estava oculto”, pontua. “Mas nessa terça-feira [24] já foi apresentado recurso alegando que a documentação sobre minha declaração de bens foi enviada na data correta”, diz Munuera.
Porém, outro item também faltou na documentação de candidatura. “Eu não havia enviado a cópia da minha conclusão de curso superior, mas meu advogado também já enviou ao TRE”, expõe o candidato, lembrando que é formado em administração de empresas.
Afastado da vida pública há um ano e meio, já que não conseguiu ser reeleito vereador no pleito municipal de 2008, Munuera afirma que durante esse tempo se preparou e se atualizou “para exercer com competência” o cargo que disputará. Atualmente ele trabalha como consultor empresarial e de gestão pública.
Vereador por dois mandatos em Prudente, de 2000 a 2004 e depois reeleito até 2008, quando também foi presidente da Câmara, Munuera ocupou a cadeira no Legislativo prudentino filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do qual se desligou após seu último mandato.
Diolinda
A candidata à deputada estadual não soube informar o motivo do indeferimento de sua candidatura, apenas garantiu que seu advogado já recorreu. “Tem um grupo de advogados do partido, porque é mais uma questão judicial. Acredito que seja por falta de alguma certidão e não é um caso único, são todos do partido”, diz Diolinda.
O Portal tentou contato com os advogados do PCdoB, entretanto eles alegaram que não poderiam falar a respeito no momento.
Diolinda Alves de Souza tem 40 anos e está há 25 no MST. Atualmente, cursa o 8º termo de jornalismo em uma faculdade de Presidente Prudente. Ela já concorreu nas eleições passadas também para deputada estadual, pelo PT, quando recebeu 13.226 votos, mas não foi eleita.
Irapuan
A reportagem não conseguiu contato com Irapuan Siqueira, mas sabe-se que ele já enfrentava ação de impugnação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), na qual a promotoria alegava que ele não estaria em pleno exercício de seus direitos políticos porque não apresentou certidão sobre um processo criminal. “Também, a informação constante à folha 19 atesta que o impugnado deixou de comprovar que está filiado, desde 03.10.2009, ao partido político pelo qual pretende disputar as eleições”, aponta a PRE na ação.