Carlos Hideki
Em 28/10/2010 às 16:46
O vereador Tufy Nicolau Jr (PSDB) cobrou do prefeito de Presidente Venceslau, Ernane Erbella (PMDB), informações sobre o público presente nos shows da 34ª Feira Agropecuária e Industrial (Faive). De acordo com ele, os números do balancete não condizem com o que é apresentado em fotos. A comissão organizadora do evento alega que foi utilizado um sistema eletrônico para a venda de ingressos, que era controlado por três tesoureiros.
Como principal argumento, Nicolau utilizou os registros fotográficos para levantar dúvida a respeito do balancete final da feira. “Em algumas fotos você pode perceber que o número de pessoas é maior que o apresentado. O número que a comissão apresentou não é real”, afirma.
“Se houve um número maior de público, houve mais dinheiro e não apareceu”, dispara Nicolau. Ele ainda afirma que o espaço da pista é de 3 mil metros quadrados, onde cada um seria ocupado por uma média de três a cinco pessoas. “Pela metragem, a pista suportaria entre 10 mil e 12 mil pessoas, as arquibancadas 8 mil e os camarotes, 2 mil pessoas”, argumenta.
O vereador aponta que o balanço oficial apresenta um número de 13.647 pessoas no show do Luan Santana, enquanto as imagens mostram os espaços cheios. “Neste show, calcula-se um público entre 18 mil e 20 mil pessoas.”
Ele justifica seu questionamento como forma de esclarecer a dúvida para a população. “O evento é do Poder Público, se der prejuízo quem paga é a prefeitura. Tudo tem que ser feito de forma clara”, fala.
Informações no balancete oficial mostram que no show de Jad e Jefferson, com entrada franca, teve 10.879 pessoas. Já no de Jorge e Mateus, com cobrança de ingressos, foram 10.498 pessoas.
Outra dúvida do vereador está em relação ao número de pessoas credenciadas. “Eles apresentaram o número de 2 mil, sendo trabalhadores nas barracas, policiais, entidades e cortesias. Não pode somar esse número ao que foi apresentado de público. Sem eles, tem menos gente ainda”, explica Nicolau.
Já o presidente da comissão organizadora da Faive, Roberto Rodrigues, se defente e diz que a quantidade de pessoas no evento foi controlada. “Uma coisa é olhar e outra é um sistema de catraca e venda de ingressos”, diz.
“Nos dias de shows grátis, as catracas eram colocadas para contar o público, já nos pagos o número era monitorado por um sistema eletrônico controlado por três tesoureiros”, conta Rodrigues, acrescentando que os responsáveis foram um membro da comissão, um representante dos expositores e um de cada artista.
Ele cita que o sistema de pagamento dos cantores e das duplas foi terceirizado. “O artista pedia um valor mínimo, após isso, ele recebia por bilheteria”, comenta.
Dessa forma, para o presidente da comissão, não faz sentido ocultar o número de visitantes da feira. “Houve um controle rigoroso e deixaria um prejuízo para a prefeitura e para o artista. Tinha uma fiscalização mútua das partes porque todos tinham interesse”, pontua.
Ele confirma que os números apresentados contam também com os 2 mil credenciados. “Eram pessoas que trabalharam no evento. O número total computa tudo, os ingressos vendidos e os credenciados”, cita Rodrigues.
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