Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Atleta de Prudente fecha Parapan com recorde, índice e duas medalhas de ouro

Rogério Mative e Sérgio Borges

Em 27/08/2019 às 11:50

Ao lado do atleta-guia Gabriel Becker, a acreana conquistou duas medalhas de ouro na competição

(Foto: Daniel Zappe/Exemplus/CPB)

Agosto pode ser considerado o 'mês do ano' para a atleta da Associação do Desporto Adaptado de Presidente Prudente (Adapp), Jerusa Geber dos Santos. Após duas conquistas no Circuito Brasil de Atletismo, a velocista fechou sua participação nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, com recorde, índice para o mundial e, de quebra, duas medalhas de ouro.

Ao lado do atleta-guia Gabriel Becker, a acreana conquistou a segunda medalha de ouro na noite dessa segunda-feira (26), pela prova dos 100 metros da classe T11 (cegos). A dupla cravou o tempo de 12s28, seguida da potiguar Thalita Simplício e Felipe Veloso (12s38), e da paranaense Lorena Spoladore e Renato Benhur (12s40).

Foto: Reprodução/Sportv

"Essa conquista representa o esforço da gente e a luta no dia a dia. Agora, a gente espera o reconhecimento dos poderes público e privado ao nosso time. É uma conquista para todo o Brasil, mas é resultado de muita luta, dedicação diária do Time da Jerusa e que muitos desconhecem. Tudo é fruto da união, complementada com fé e trabalho, nada conseguiríamos se não fosse assim", diz a atleta ao Portal.

Chamado nos treinos como 'anjo' por Jerusa, por representar os olhos da atleta nas pistas e ser o guia na busca por medalhas, Becker reforça as palavras da companheira de equipe. "Não tem como explicar. É uma emoção única, com duas medalhas de ouro no Parapan. Não tem como explicar essa emoção, que é fruto de todo um trabalho e esforço", resume.

Recorde e índice garantido

No sábado (24), a dupla ficou com a primeira colocação na prova dos 200 metros da classe T11 e, de quebra, também garantiu o índice classificatório para o Campeonato Mundial Paralímpico de Dubai, nos Emirados Árabes, que será realizado de 7 a 15 de novembro.

No Estádio Nacional de Lima, já na semifinal Jerusa venceu a série com o tempo de 25s22 e cravou a melhor marca pessoal na prova. Na final, em disputa forte, controlada por uma corrida sincronizada, a vitória veio com uma nova melhor marca pessoal de 25s05, três centésimos abaixo do índice para o Mundial.

Radicada em Presidente Prudente, Jerusa repete feitos de décadas passadas ao treinar na pista da Unesp, que sofre com desgastes por falta de manutenção e apresenta rachaduras e bolhas no piso.

"Fico muito feliz com essa conquista, mesmo com tantas dificuldades que a gente enfrenta no dia a dia com a pista, pouca estrutura para treinamentos e mesmo assim ser recordista das Américas", comenta o esposo e atleta-guia Luiz Henrique da Silva, que esteve em Lima acompanhando a façanha da dupla ao lado da mãe de Jerusa, Sheila Maria Geber.

Foto: Reprodução/Sportv

Para ele, as duas medalhas de ouro têm um gosto especial. "Eu digo que sou abençoado, pois vivi para ver isso. Esta conquista nos mostra bem que toda luta valeu a pena. Temos um trabalho de conjunto, envolvendo todo o Time da Jerusa, que tem mais um atleta o Diego Moura, além de patrocinadores e apoiadores", ressalta.

"Tomará que, de agora em diante, olhem para o time da Jerusa com mais carinho. Conquistamos quase o máximo. Agora já começa um novo trabalho visando o Campeonato Mundial, que conta com um treinamento mais intenso. A gente precisa de um maior suporte para chegar lá e conquistar mais uma medalha", finaliza.

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