Da Redação
Em 25/08/2024 às 14:53
Foram realizados 100 testes de hepatite C, com dois casos positivos
(Foto: Cedida/Rotary Club)
Em ação realizada na Praça Nove de Julho, área central de Presidente Prudente, a Campanha 'Hepatite Zero' promoveu 550 atendimentos à população visando a conscientização sobre a prevenção à doença e cuidados com a saúde. Duas pessoas testaram positivo a processo infeccioso e inflamatório causado pelo vírus C da hepatite.
Os trabalhos, neste sábado (214), envolveram membros de oito Rotary Clubs da cidade, além de servidores da Secretaria Municipal de Saúde e acadêmicos da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).
Na ocasião, foram realizados 100 testes de hepatite C, com dois casos positivos, além de 200 testes de glicemia e 250 aferições de pressão. Durante as testagens, todos pacientes que acusaram alguma alteração foram orientados a procurar uma unidade de Saúde.
"Todos os participantes que testaram positivo foram orientados a procurar uma unidade de saúde para iniciarem o tratamento e, mesmo testando negativo, foram orientandos da importância do exame", diz o coordenador da campanha 'Hepatite Zero', Hullisses da Cruz Gonçalves, que também é presidente do Rotary Club Sudoeste. A ação também contou com coordenação de Vanessa Komatsu, presidente do Rotary Club Rosa dos Ventos.

Segundo ele, o balanço da campanha foi positivo. "Não realizamos mais testes devido o tempo de chuva, Mas, foi excelente a campanha, para a sociedade e para todos os clubes envolvidos, pois esta é a área de enfoque do Rotary, que é saúde e prevenção", frisa.
"Nós rotarianos temos a obrigação de proporcionar isso a sociedade. Gratidão a todos que de alguma forma ajudaram para que tudo fosse possível", finaliza.
A Hepatite C é um processo infeccioso e inflamatório causado pelo vírus C da hepatite e que pode se manifestar na forma aguda ou crônica, sendo esta segunda a forma mais comum.
A hepatite crônica pelo HCV é uma doença de caráter silencioso que evolui sorrateiramente e se caracteriza por um processo inflamatório persistente no fígado. Aproximadamente 70% (55-85%) dos casos agudos se tornam crônicos e, entre os casos crônicos, o risco de desenvolvimento de cirrose varia entre 15% a 30% em 20 anos.
O risco de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC) em pacientes infectados pelo HCV aumenta de 15 a 20 vezes, com a incidência anual de CHC estimada em 1% a 4% em pacientes cirróticos ao longo de um período de 30 anos. O risco anual de descompensação hepática é de 3% a 6%. Após um primeiro episódio de descompensação hepática, o risco de óbito, nos 12 meses seguintes, é de 15% a 20%.
A transmissão do HCV pode acontecer por:
Contato com sangue contaminado, pelo compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos para uso de drogas (cachimbos);
Reutilização ou falha de esterilização de equipamentos médicos ou odontológicos;
Falha de esterilização de equipamentos de manicure;
Reutilização de material para realização de tatuagem;
Procedimentos invasivos (ex: hemodiálise, cirurgias, transfusão) em os devidos cuidados de biossegurança;
Uso de sangue e seus derivados contaminados;
Relações sexuais sem o uso de preservativos (menos comum);
Transmissão de mãe para o filho durante a gestação ou parto (menos comum).
A hepatite C não é transmitida pelo leite materno, comida, água ou contato casual, como abraçar, beijar e compartilhar alimentos ou bebidas com uma pessoa infectada.
Aproximadamente 80% das pessoas com hepatite C não apresentam sintomas. Para os 20% sintomáticos, o período entre a infecção e o início dos sintomas varia de 2 a 12 semanas.
Os sintomas incluem principalmente febre, fadiga, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, urina escura e icterícia. Como os sintomas são geralmente leves e inespecíficos, o diagnóstico da hepatite C aguda pode passar despercebido. Assim, a testagem espontânea da população prioritária é imprescindível no combate à hepatite C.
Não existe vacina contra a hepatite C. Para evitar a infecção é importante:
Não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente, etc);
Usar preservativo nas relações sexuais;
Não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas;
Toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, a HIV e sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.
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