Da Redação
Em 05/08/2024 às 15:10
Em alguns imóveis, cães têm acesso à área do padrão de energia, colocando a segurança dos profissionais em risco
(Foto: Cedida/AI)
Na região de Presidente Prudente, 39.316 imóveis foram sinalizados com o alerta de presença de cães e risco de ataques a leituristas. Atualmente, os profissionais contam com a tecnologia para ajudar na prevenção. Utilizando os dispositivos móveis de trabalho (smartphones), eles fazem o cadastro de localidades perigosas, servindo de alerta e evitar possíveis incidentes.
Além do dispositivo tecnológico, os leituristas também passam por treinamentos periódicos e orientações internas - com o apoio do Canil do Oitavo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
Porém, a concessionária Energisa Sul-Sudeste reforça que muitos acidentes podem ser evitados com a conscientização, especialmente nos imóveis onde os cachorros circulam livremente e têm acesso à área do padrão de energia.
“Nós sabemos que os animais, até os domesticados, costumam atacar apenas quando querem proteger território, alimento, brinquedo ou filhotes, por exemplo. E, por mais que o leiturista visite a localidade mensalmente, para o animal trata-se de uma pessoa desconhecida, o que pode motivar um ataque”, destaca o coordenador de Leitura, Sidney Aparecido Lúcio.
Nos imóveis com cães, Sidney orienta que os tutores podem ajudar segurando-os ou mantendo-os temporariamente em outro local, longe do padrão, na data da leitura. O cliente pode observar o dia da próxima leitura na conta de energia.
“Quem tem o padrão de energia do lado de fora do imóvel também não deve se descuidar. O cachorro pode atacar o leiturista até mesmo na calçada ou na rua, se o portão não estiver trancado”, relembra o coordenador, acrescentando que a orientação preventiva vale tanto para os clientes da área urbana, quanto da área rural.
Na prática
A situação aconteceu com o leiturista Willian Carlos Corrêa, que ressalta a importância das ações preventivas promovidas pela concessionária. Há algumas semanas, ele seguia por um lado da rua realizando os procedimentos orientados pela empresa.
“Somos treinados e orientados a olhar tudo ao redor quando andamos em alguma rua e ficar sempre atento”, explica. Quando chegou a um ponto, o leiturista notou que havia dois cães da raça pitbull em um imóvel. Ele olhou o portão e viu que estava fechado. Até aí, tudo bem e Willian virou as costas para realizar a medição na casa à frente.
“Temos que ficar com os ouvidos ‘ligados’ e, mesmo de costas, ouvi o barulho do portão e, em seguida, dos dois [cães]”, lembra o leiturista. Rapidamente, o leiturista conseguiu afastar os cães e se desvencilhar de um ataque.
Os animais retornaram para o imóvel e foram presos pelo dono. Apesar de não receber nenhuma palavra do tutor dos cães, o leiturista reforça que a situação poderia ter sido evitada com o cuidado prévio do morador ao abrir o portão.
Com um ano e meio de empresa, Willian enfatiza que as ações preventivas foram importantes para evitar um acidente grave. “Somos instruídos a ficarmos sempre atentos e a evitar barulhos que possam incomodar os cães”, conta.
O leiturista ainda explica que o treinamento com o Canil da Polícia Militar também foi valioso, pois ensina sobre os comportamentos agressivos dos cachorros e como agir diante dessas situações.
“Aprendemos que os cães são extremamente territorialistas e não sabem que estamos fazendo a leitura, simplesmente querem defender seu espaço. É um risco que pode ser evitado e, para isso, cabe a nós avaliarmos o risco e, principalmente, a consciência e responsabilidade dos moradores”, finaliza Willian.
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