Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Após repercussão, Bugalho desiste de colocar nome de avó no Camelódromo

De saída, prefeito acusa 'parte da mídia' como responsável pela decisão

ROGÉRIO MATIVE

Em 15/12/2020 às 14:51

Reforma do Camelódromo será finalizada apenas no ano que vem diante de seguidos atrasos e aditivos

(Foto: Arquivo/M2 Comunicação)

Após 23 horas de ter protocolado projeto de lei para homenagear a avó com nome no Camelódromo da Praça da Bandeira, o prefeito Nelson Bugalho (PSDB) recuou. Na tarde desta terça-feira (15), ele apresentou o pedido de retirada da propositura após a repercussão negativa. O tucano acusa 'alguns' órgãos da imprensa pela desistência prematura.

Revelado pelo Portal com exclusividade, o projeto alterava o nome do Camelódromo de "Shopping Popular" - Lei 4.353/96, de autoria de Amélia Galindo Campos - para Helena Gerardo Bugalho,  avó paterna do prefeito. O argumento era que a possível homenageada foi pioneira e "ajudou a construir Prudente". Ela faleceu em 1999.

Em justificativa ao pedido de retirada, Bugalho afirma que a "memória de ninguém merece o tratamento dispensado por alguns órgãos da mídia".

A ideia de homenagear a avó foi criticada pela Associação do Novo Shopping Popular, que defendeu o nome do ex-prefeito Agripino de Oliveira Lima (falecido), criador do Camelódromo em 1996.

Apesar de iniciar a reforma do Camelódromo, que será finalizada apenas no ano que vem diante de seguidos atrasos e aditivos, Bugalho não conseguiu apagar da memória dos boxistas o desejo de retirar os trabalhadores da Praça da Bandeira, em inquérito movido por ele - quando atuava como promotor de Meio Ambiente - em 2008.

Manteve um

Apesar de desistir da troca do nome do Camelódromo, Bugalho manteve o projeto de lei que homenageia a tia Helenice Aparecida de Jesus Bugalho com placa em avenida localizada em loteamento que ainda será lançado na cidade. Falecida em 2017, ela foi servidora estadual da Secretaria da Fazenda.

Também desistiu do Plano de Educação

A pauta-bomba que promete esquentar os bastidores da Câmara Municipal antes das festas natalinas teve uma segunda mudança. Bugalho também retirou a proposta que alterava o Plano Municipal de Educação - instituído em 2015. 

O projeto dividia a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e não contava com apoio do Sindicato dos Servidores Municipais de Presidente Prudente e Região (Sintrapp), que tem sua atual diretoria formada por educadores.

Um dos pontos responsáveis pelas divergências era a retirada de um item apontando a obrigatoriedade de cumprimento de meta, ainda este ano, aprovada em fóruns educacionais para a revisão do plano.

O artigo suprimido por Bugalho garante que, até este ano, o atendimento às crianças na educação infantil seja realizado na sua totalidade, por professores, cumprindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Desta forma, o tucano acabará o mandato não cumprindo tal meta.

A sessão extraordinária será realizada na quinta-feira (17), às 14h.

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