Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Bugalho convoca sessão para dar nome da avó a Camelódromo inacabado

Pauta-bomba desafeta áreas de distrito e propõe retirada de meta na Educação

ROGÉRIO MATIVE

Em 15/12/2020 às 10:11

Iniciadas em janeiro, obras do Camelódromo sofreram atrasos e serão concluídas apenas em 2021

(Foto: Arquivo/M2 Comunicação)

Se antes tinha o desejo de retirar os boxistas da Praça da Bandeira quando respondia pela Promotoria de Meio Ambiente, o prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho (PSDB), quer, agora, homenagear a avó com nome no Camelódromo - denominado por lei como Shopping Popular -, que segue com as obras atrasadas. Para tal, convocou sessão extraordinária para aprovação de projeto. A pauta-bomba de despedida ainda conta com desafetação de duas grandes áreas públicas institucionais e alteração do Plano Municipal de Educação.

Conforme apuração do Portal, a sessão será realizada quinta-feira (17), às 14h. Como o Legislativo está em recesso parlamentar, extraordinárias devem ser provocadas pelo chefe do Executivo.

Quer homenagear parentes

O desejo do prefeito é alterar o nome do Camelódromo de "Shopping Popular" - Lei 4.353/96, de autoria de Amélia Galindo Campos - para Helena Gerardo Bugalho, sua avó paterna. A justificativa é que a possível homenageada foi pioneira e "ajudou a construir Prudente". Ela faleceu em 1999.

Também falecido, o esposo José Henrique Bugalho Filho tem nome gravado em rua do Parque Residencial Damha por meio de lei aprovada no ano de 1993.

Bugalho também quer emplacar o nome da tia Helenice Aparecida de Jesus Bugalho em avenida localizada em loteamento que ainda será lançado na cidade. Falecida em 2017, ela foi servidora estadual da Secretaria da Fazenda.

Queria retirar boxistas

Em 2008, como promotor do Meio Ambiente, Bugalho abriu inquérito com o objetivo de o Ministério Público do Estado (MPE-SP) apurar responsabilidades pela invasão da praça, que recebeu placa em homenagem ao ex-prefeito Agripino de Oliveira Lima (falecido), assíduo frequentador do local. Em sua gestão, foram construídos os boxes substituindo as antigas barracas que se multiplicavam na praça a cada dia.

Na época, Bugalho sugeriu que os boxistas fossem transferidos para os galpões da antiga Ferroviária, porém, a União - dona do local - vetou a ideia. Após várias audiências sem sucesso, o Camelódromo seguiu na praça.

Durante campanha nas eleições de 2016, selou a promessa de manter os comerciantes no local e reformar o shopping popular. Com vários atrasos em obras iniciadas neste ano, o Camelódromo será finalizado apenas em 2021. Atualmente, parte dos boxistas está alojada de forma improvisada no Terminal Urbano Central desde janeiro.

Com aditivos, o valor da obra ultrapassou os R$ 4 milhões.

Pauta-bomba

A pauta promete esquentar os bastidores da Câmara Municipal antes das festas natalinas. Bugalho busca alterar o Plano Municipal de Educação - instituído em 2015 - mesmo diante de uma nova gestão assumindo o governo a partir de janeiro. A medida divide a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e não conta com apoio do Sindicato dos Servidores Municipais de Presidente Prudente e Região (Sintrapp), que tem sua atual diretoria formada por educadores.

Um dos pontos responsáveis pelas divergências é a retirada de um item apontando a obrigatoriedade de cumprimento de meta, ainda este ano, aprovada em fóruns educacionais para a revisão do plano.

O artigo suprimido por Bugalho garante que, até este ano, o atendimento às crianças na educação infantil seja realizado na sua totalidade, por professores, cumprindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Outro projeto de lei propõe a desafetação de duas áreas institucionais totalizando 29 mil metros quadrados. Elas estão localizadas no Distrito Industrial Antônio Crepaldi, no Brasil Novo, e são reservadas para construção de creches, praças ou outros equipamentos públicos. Caso seja aprovada, a medida abre espaço para que os terrenos sejam comercializados futuramente.

Já um projeto de lei complementar pretende alterar a forma de cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) de planos de saúde, administração de fundos de consórcios e de cartões, além de leasing (modalidade de financiamento de bens).

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