Carlos Hideki
Em 01/10/2010 às 18:31
Reunião entre autoridades policiais e judiciárias junto com representantes de usinas do Pontal do Paranapanema foi realizada na Associação Paulista do Ministério Público na tarde desta sexta-feira (1º), em Presidente Prudente, para discutir a questão das queimadas na região. Uma alternativa encontrada foi a assinatura de um Termo de Cooperação Mútua em que o Corpo de Bombeiros receberia a ajuda das usinas no combate a focos de incêndios.
“É preciso uma ação em conjunto. Ainda bem que por enquanto a vítima foi só o patrimônio”, comenta o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Marcos Akira. Segundo ele, o primeiro passo será a realização de um levantamento de todo o equipamento que as usinas possuem para ajudar no trabalho. Depois disso uma nova reunião será marcada.
De acordo com o promotor, hoje as usinas já possuem aparelhagem para ajudar no combate às queimadas e já fazem isso junto com o Corpo de Bombeiros. “Com seus equipamentos de controle de incêndios é possível acabar com o fogo mais rápido”, explica Akira.
Ele fala que a reunião foi positiva. “É bom saber que as empresas já têm a mesma preocupação que a Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros”, cita.
Para o assistente técnico de promotoria, Marcos Noberto Boin, essa é uma medida que poderia ter sucesso. “As queimadas são prejuízo para todo mundo, para o setor sucroalcooleiro, para a população e para o meio ambiente, porque várias vezes o fogo avança para áreas protegidas”, aponta.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Claudemir Mauro Alcarria conta que a medida ajuda no combate ao foco de incêndio. “O bombeiro vai ter as informações do local e pode convocar o pessoal das usinas para auxiliar no trabalho”, afirma.
“Com o Termo de Cooperação Mútua, temos condições de mobilizar mais materiais e pessoal. Quase todos os incêndios que tivemos nos últimos dias foram próximos de usinas e elas ajudaram com caminhões-pipas e funcionários” comenta Alcarria.
A Polícia Ambiental lembra que a fauna também é afetada com os incêndios. “Além do problema nas áreas de preservação permanente e reserva legal, os animais silvestres acabam fugindo da queimada e indo para a área urbana”, explica o comandante Flávio Oliveti.
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