Carlos Hideki
Em 30/09/2010 às 11:41
Cerca de 80 bancários de Presidente Bernardes e Álvares Machado aderiram à greve da categoria nesta quinta-feira (30), com mais oito agências fechadas, quatro em cada município. Em Presidente Prudente, 700 trabalhadores iniciaram a paralisação nessa quarta-feira (29) e até o momento só os funcionários do Bradesco continuam trabalhando normalmente.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, José Carlos Roberto (Café), a paralisação dos trabalhadores em todo o País superou a expectativa. “Atingiu uma proporção maior que no ano passado e a tendência é aumentar com a adesão de novos municípios, como aconteceu hoje aqui na região”, comenta.
Ele fala que, em Presidente Prudente, das cerca de 40 agências existentes apenas os funcionários do Bradesco não participam da paralisação. “Houve coação por parte da diretoria e da gerência. Eles fazem reuniões privadas e ligam para os trabalhadores obrigando a trabalhar. Isso é assédio moral e é difícil de identificar, porque quem sofre tem medo de denunciar e perder o emprego”, explica Café.
O presidente do sindicato diz que se não houvesse a intervenção policial, esses funcionários também participariam da greve. “O gerente chama a polícia não porque está acontecendo uma desordem, mas para coibir o trabalhador e assediar moralmente”, dispara.
Apenas o serviço de auto-atendimento funciona nos bancos e nesta quinta-feira os trabalhadores continuam na porta das agências. “Até que a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] faça uma proposta melhor, as agências continuarão paradas. Por enquanto eles ainda estão oferecendo o reajuste de 4,29%, o que não tem nenhum aumento real, já que é o índice da inflação”, afirma Café. O sindicato pede o aumento de 11%.
Em matéria publicada na Agência Brasil, a Fenaban informa que tomará as medidas cabíveis para garantir o atendimento à população e alega que o sindicato abandonou as negociações. “A Fenaban aceita discutir reajuste real dos salários e demais benefícios da convenção coletiva, inclusive a participação nos lucros e resultados. Mas não pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicatos”, afirmou.
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