Thiago Ferri
Em 24/07/2010 às 10:44
O Grêmio Prudente está próximo de fechar mais um patrocínio para o clube e, novamente, com uma empresa de fora da região. Após o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Walter Sanches, ter reclamado esta semana da falta de parcerias na região, ele mesmo viajou para São Paulo e deixou verbalizado o acordo para a Localfrio estampar sua marca na frente da camisa do time prudentino até dezembro.
Apesar de não ter oficializado a parceria, Sanches está otimista. “Está praticamente fechado. Deixamos tudo combinado para assinarmos o contrato na segunda-feira e a marca passaria a ser estampada na camisa a partir do jogo contra o Santos, dia 1º de agosto”, revela o dirigente em entrevista por telefone ao Portal.
Sanches não quis adiantar os valores, mas garantiu que o acordo amenizaria a situação financeira do clube. “Vai ajudar, mas não vai resolver. Precisamos sim de parcerias regionais. Agora só resta as mangas para comercializar e espero poder encontrar uma empresa de Prudente ou da região”, diz.
Hoje, o Grêmio Prudente tem os patrocínios da Sil, nas costas da camisa, do Fisk, nos ombros, e da Unimed, no calção. Isso, segundo conta Sanches, rende ao clube aproximadamente R$ 180 mil por mês, enquanto os gastos mensais giram em torno de R$ 1,2 milhão. “Com isso, estamos fechando em déficit e tendo de vender jogadores para cobrir. Volto a frisar, precisamos de parceria.”
“Recebemos no primeiro semestre R$ 1.450.000,00 de quota da Federação Paulista de Futebol e, no segundo semestre, R$ 4,5 milhões do Clube dos 13. Infelizmente não pertencemos ao Clube dos 13, senão essa verba seria de R$ 16 milhões”, explica o presidente do Conselho Deliberativo, lembrando que da série A do Brasileirão, apenas Grêmio Prudente, Ceará, Avaí e Atlético-GO não pertencem ao Clube dos 13.
Torcida
Apesar de clamar por parceiros da região, Walter Sanches faz questão de frisar que está satisfeito com o apoio da torcida prudentina. “Em relação ao torcedor, estou muito satisfeito. Quando viemos para cá, muitos falavam em uma média de 8 mil pessoas por jogo no estádio. Eu, sinceramente, sabia que não era possível, porque o poder aquisitivo na região é baixo, a população é formada na maioria por comerciantes e o cara não aguenta ir de quarta e domingo no estádio, porque compromete seu orçamento. Mas hoje, com uma média de 4 mil, 5 mil pessoas por jogo, me deixa satisfeito. Alguns jogos contra os grandes paulistas aumenta o público. Estou feliz com a torcida no estádio e o apoio deles”, destaca.
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