Da Redação
Em 07/10/2010 às 11:23
Durante dois dias os laboratórios do Ipem analisaram produtos hospitalares, como lençol descartável, atadura, gaze, imobilizadores e sultras. Na unidade de Presidente Prudente, foram fiscalizados água oxigenada 10 volumes, toalha de papel, micropore, fita cirúrgica, álcool com 72% e 90% e álcool em gel antisséptico.
Em 2009, a operação reprovou 36,19% dos 105 lotes examinados. “O índice de erros continua alto, portanto acredito que além de intensificar a fiscalização diária, devemos procurar representantes do setor para, com diálogo, tentar resolver o problema que é sério. Essas irregularidades afetam e geram prejuízo tanto para hospitais e clínicas, quando para o consumidor que vai à farmácia comprar esses produtos”, afirma o superintendente do Ipem-SP, Fabiano Marques de Paula.
No laboratório de Presidente Prudente foram reprovados na terça-feira (5) o álcool etílico antisséptico Riogel, com a média de 1,2 gramas a menos nas 14 embalagens analisadas, e a falta de 27 unidades de toalha de papel nas seis embalagens verificadas da marca Enxuta Eco com mil folhas.
Já na quarta-feira (6) foram encontradas as médias de 0,1 cm a menos na largura da fita microporosa Misser (4,5 m x 10 cm) e de 0,6 mm na marca Surgitape (25 mm x 10 m).
As empresas que apresentaram algum tipo de irregularidade têm até 10 dias para apresentar defesa ao Departamento de Análise e Gestão de Processos do Ipem-SP, que define multa de R$ 100 a R$ 50 mil, dobrando em casos de reincidência. O comerciante que não apresentar nota fiscal do produto assume a responsabilidade sobre os erros.
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