Maycon Morano
Em 05/10/2010 às 18:36
Nesta terça-feira (5), durante o primeiro treino do Grêmio Prudente no campo do Estádio Municipal Caetano Peretti, após sua reforma, o presidente do conselho deliberativo do clube, Walter Sanches, aproveitou para anunciar a efetivação do técnico Fábio Giuntini e seu auxiliar Márcio Barros e declarou que “quem não vestir a camisa, está fora”.
“Mudamos a filosofia de trabalho. Já fizemos um primeiro limpa. E a partir de hoje, quem não vestir a camisa do grêmio, independente se estiver na serie A ou serie B, está fora”, avisa Sanches em entrevista ao repórter Ronaldo Nascimento da Rádio Comercial AM.
Sobre essa “limpeza”, ele confirma que suas palavras são em relação aos três jogadores que foram dispensados, Paulo César, Henrique Dias e Róbson. “Não trabalhavam da forma como nós gostaríamos. São bons profissionais, têm seu lado técnico, mas vestir a camisa do jeito que nós gostaríamos que vestisse, não”, frisa o presidente.
Além disso, ele anunciou a efetivação dos interinos Fábio Giuntini, como treinador, e Márcio Barros, como auxiliar. Eles haviam assumido o comando após a saída de Rospide. “Paramos com esse negocio de trazer treinador. É o grupo nosso mesmo que vai tocar dentro da nossa filosofia de trabalho, ou seja, quem não vestir a camisa do grêmio está fora”, volta a dizer Sanches.
O motivo é o bom trabalho apresentado pela dupla nas duas partidas como técnicos. “O que nós vimos em relação ao Guarani e Fluminense foi diferente. E acho que contra o Grêmio [RS] também será diferente”, pontua Sanches, lembrando que a intenção foi contratar Sérgio Soares, que acabou fechando com o Atlético-PR, que perdeu Carpegiani para o São Paulo.
Ele também cita a interação entre o “novo grupo” como primordial para a melhora repentina da equipe. “Eles dois não trabalham sozinho. Hoje você tem o grupo todo interagindo, o que era uma coisa difícil com o Antônio Carlos [Zago], difícil com Toninho [Cecílio], difícil com [Marcelo] Rospide”, lembra Sanches.
CT
Em relação ao novo local de treinamento, Sanches revela seu contentamento. “Isso sim é uma estrutura para profissional [Caetano Peretti]. A grama é adequada, aqui não vai ter entorse, nem lesão. O campo tem medidas adequadas, espaço para fazer o Centro de Treinamento [CT] com local para musculação, fisioterapia. Enfim, condições adequadas para se trabalhar. Tudo o que um time de série A precisa”, elogia o presidente do conselho deliberativo.
O estádio municipal, de acordo com ele, seria um bom local para abrigar o CT do clube. “Se nós tivéssemos pensado em fazer uma estrutura para futebol profissional, aqui seria ideal, porque aqui tem espaço para fazer um CT completo”, lamenta.
Já sobre o campo do Jardim Everest, ele adianta que ainda é preciso cerca de 60 dias para o uso. “Lá é preciso fechar primeiro. O profissional não pode trabalhar com torcedor falando alguma coisa na orelha dele”, esclarece Sanches. Ao todo, são investidos cerca de R$ 400 mil, já que além do custeio do CT também foram investidos valores na nova drenagem e sistema de irrigação instalado no local.
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