Maycon Morano
Em 04/11/2010 às 14:15
O preço do etanol na região de Presidente Prudente está até 22% mais caro em relação a outros municípios do Estado de São Paulo. É o caso de Presidente Venceslau, onde o combustível custa em média R$ 1,678, quando comparado a Ribeirão Preto, que tem este produto na faixa de R$ 1,374, a menor média estadual, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada entre os dias 24 e 30 de outubro.
Em relação à média do Estado, que é de R$ 1,594, o etanol está 5,2% mais caro em Venceslau.
Já Presidente Prudente, com etanol a R$ 1,62 em média, está com o valor 17,9% acima de Ribeirão e 5,2% maior que o Estado.
Outra cidade da 10ª Região Administrativa (10ª RA) de São Paulo, Adamantina, tem a média do etanol em R$ 1,543, ou seja, 12,2% maior que o município com a menor média estadual. Já no comparativo com o Estado, a média está 3,3% abaixo, ou seja, o combustível mais barato.
Também com média menor que a estadual, Dracena tem o valor mediano do etanol em R$ 1,488, ou seja, 6,6% menor que São Paulo. Comparada com Ribeirão Preto, a média está 8,3% acima.
Gasolina
Quando os comparativos são realizados com a gasolina, a 10ª RA tem o preço deste combustível até 9,7% maior. O caso também é de Presidente Venceslau, com a média de R$ 2,587. Em relação ao Estado, este produto é 4,2% mais caro. Entretanto, agora, a menor média estadual é de Diadema, com o valor a R$ 2,358.
Em Prudente, a gasolina esta 9% mais cara que a menor média estadual, com o valor em R$ 2,572. Comparado a todo o Estado, a cidade tem o valor 3,6% mais alto.
Em Adamantina a média é de R$ 2,567, 8,8% maior que Diadema e 3,4% que o Estado. Já em Dracena, a variação é parecida: a média é de R$ 2,564, ou seja, 8,7% a mais que a menor média estadual e 3,3% acima do Estado.
Segundo a ANP, o levantamento de preços e de margens de comercialização de combustíveis abrange 555 municípios brasileiros, com pesquisas semanais de preços de distribuição e de revenda. A seleção dessas cidades foi estabelecida de acordo com critérios econômicos, utilizando variáveis como renda, população, número de postos revendedores e frota de veículos.
Sem explicação
O diretor regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Luiz Antonio da Silva, disse não querer comentar as diferenças de preços encontrados pela ANP na região de Presidente Prudente.
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