Carlos Hideki
Em 05/10/2010 às 10:26
A greve dos bancários continua e sem previsão de chegar ao fim. Na região de Presidente Prudente, os trabalhadores de 12 municípios aderiram à paralisação, totalizando cerca de 60 agências sem atendimento e 900 funcionários de braços cruzados. A categoria pede o aumento salarial de 11% e afirma que, até o momento, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não ofereceu nenhuma contraproposta para chegar a um acordo.
“Não teve nenhuma manifestação por parte da Fenaban, por isso a greve aumentou”, comenta o presidente do Sindicato dos Bancários de Prudente, José Carlos Roberto (Café). De acordo com ele, a paralisação acontece por tempo indeterminado. “Enquanto os bancos não nos chamarem para negociação, os funcionários não voltarão a trabalhar”, afirma
Os bancários de Presidente Prudente, Álvares Machado, Presidente Bernardes, Mirante do Paranapanema, Tarabai, Narandiba, Pirapozinho, Anhumas, Regente Feijó, Martinópolis, Rancharia e Presidente Venceslau estão parados até que a Federação Nacional dos Bancos ofereça uma contraproposta de aumento salarial, “que seja de interesse para a categoria”, segundo Café.
As atividades desenvolvidas durante o dia são discutidas em reunião organizada pelo sindicato. “Todos os dias são realizadas plenárias de avaliação e para passar informações aos bancários sobre a greve”, comenta o presidente sindical.
Na região, a greve teve início em Presidente Prudente na última quarta-feira (29), com a paralisação de 700 bancários. A categoria pede o aumento salarial de 11%, melhor Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com três salários mínimos e R$ 4 mil, o fim das metas e a contratação de mais funcionários. Os bancos fizeram proposta inicial de 4,29% de reajuste.
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