Paulinho Neblina e Cláudio Barbará foram isolados na P-1
Da Redação
Em 31/07/2014 às 12:56
Dois detentos apontados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram levados para celas de castigo, após agredirem funcionários na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. A informação foi divulgada pelo Portal R7, nesta quinta-feira (31).
A confusão envolveu o agente penitenciário que ocupava o cargo de “chefe de disciplina de plantão” e os detentos Cláudio Barbará da Silva e Paulinho Neblina. Durante a briga, um dos presos teria dito aos agentes: "As famílias de vocês vão chorar na rua".
O GIR (Grupo de Invenção Rápida), conhecido como “choquinho”, teve de agir. A agressão ocorreu na terça-feira (29), no raio 1 da penitenciária, o mesmo em que está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Ainda de acordo com a reportagem, no mesmo dia, agentes da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP) teriam tentado, sem sucesso, levar os dois presos para celas de isolamento.
Só na manhã dessa quarta-feira (30), eles deixaram a Penitenciária 2 e foram isolados na Penitenciária 1, considerada por agentes penitenciários como o “barril de pólvora” do sistema, pois abriga, em diferentes raios, detentos de diversas facções.
Neblina é tido como um dos mais perigosos sequestradores de São Paulo. Barbará é apontado como um dos principais ladrões de joias do Estado e estava entre os detentos que seriam resgatados, junto com Marcola, no ano passado, em plano que envolvia até o uso de avião.
Questionada, a SAP não informou se pedirá à Justiça a transferência dos detentos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), o mais rígido do Estado, em Presidente Bernardes.
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