Da Redação
Em 18/04/2026 às 17:37
Mulheres de 14 a 49 podem buscar orientações e aconselhamento para planejamento familiar na unidade de saúde mais próxima de sua residência
(Foto: Ananias Pinheiro/Secom)
A cidade de Presidente Prudente recebeu 700 unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon, destinadas pelo Ministério da Saúde. A capital do Oeste Paulista é a primeira da região a receber este novo modelo ofertado pelo SUS.
Na sexta-feira (17), foram realizadas as três primeiras inserções do dispositivo, na Estratégia de Saúde da Família (ESF) Bela Vista, procedimento realizado pela médica Helena Koharata.
O método é considerado eficaz e vantajoso para prevenir a gravidez não planejada em relação aos já existentes por sua longa duração e alta eficácia, podendo atuar no organismo por até três anos.
Conforme a enfermeira Denise Campanharo, os médicos da rede municipal estão sendo capacitados pelo Ministério da Saúde. "No dia 29, o laboratório produtor do Implanon vem a Prudente fazer o treinamento a convite da gestão, quando mais seis médicos serão treinados", diz.
O método é indicado à mulheres de 14 a 49 anos, que podem buscar orientações e aconselhamento para planejamento familiar na unidade de saúde mais próxima de sua residência.
"É importante o aconselhamento das famílias, para que possa eles façam a escolha consciente pelo melhor método", fala. A aplicação da metodologia será indicada pelo médico, conforme a disponibilidade das unidades.
Sobre o método
O implante subdérmico é um método considerado vantajoso para prevenir a gravidez não planejada por sua longa duração e alta eficácia, podendo atuar no organismo por até três anos. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
O Implanon se soma aos métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente no SUS, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral, vasectomia, entre outros. O Ministério da Saúde reforça que apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
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