Da Redação
Em 07/06/2016 às 18:08
Novo espaço é semelhante a uma casa provisória, o que possibilita aos usuários uma sensação de bem-estar
(Foto: Secom)
Nesta terça-feira (7), foi inaugurada a Unidade de Acolhimento Infanto-juvenil, em Presidente Prudente. O espaço fará parte da rede de atenção psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde, com capacidade para abrigar até 10 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O acolhimento terá apoio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da Infância e da Adolescência, uma vez que oferece abrigo transitório por até seis meses para crianças e adolescentes de ambos os sexos, com demandas associadas ao uso de álcool e outras drogas durante tratamento no Caps Infantil.
“Era difícil se deparar com situações de adolescentes que dormiam na rua, drogaditos que não tinham onde serem acomodados. Essa inauguração faz com que a engrenagem da rede de atenção ande melhor, com o funcionamento adequado, inclusive, no Caps I”, comenta o promotor de Justiça, Luiz Antônio Miguel Ferreira.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Sérgio Luiz Cordeiro de Andrade, no Caps Infantil, os usuários recebem um atendimento multidisciplinar e especializado que possibilita a frequência à escola, terapia ocupacional, laboratório de informática e até mesmo o acesso a cursos profissionalizantes.
“Em alguns dias devemos entregar a reforma do Caps Infantil e já começamos a estruturar o Caps II (transtorno mental) no Ana Jacinta, que é um anseio, não só da população, como do Ministério Público”, pontua.
De acordo com a coordenadora técnica de saúde mental do Caps, Marly Fernandes dos Santos, o novo espaço é semelhante a uma casa provisória, o que possibilita aos usuários uma sensação de bem-estar, de acordo com o que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Podemos abrigar até 10 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que precisam de atenção integral e essa residência transitória passa a ser importante na recomposição de laços com a sociedade. Depois de seis meses, a equipe multidisciplinar do Caps reavalia a necessidade da permanência dos mesmos no local”, explica.
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