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Show internacional, teatro e muitas brincadeiras marcam fim de semana

Da Redação

Em 22/09/2018 às 09:33

Em um dia de espetáculo como outro qualquer, um palhaço surge para sua apresentação

(Foto: Divulgação)

Em apenas dois anos, ela já fez seu nome nas cenas musicais da Europa, América do Norte e África. Natural de Cabo Verde, a cantora Elida Almeida traz para o Sesc Thermas de Presidente Prudente, neste sábado (22), os ritmos cabo-verdianos do batuque, funaná, coladera e tabanka, temperados com a energia latina. O show tem início às 16h e a entrada é gratuita.

A artista lança seu segundo álbum, intitulado ‘Kebrada’, nome da aldeia onde passou a infância, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde.

Com o disco, ela já se apresentou em casas de espetáculos notáveis, como o Millenum Stage, do Kennedy Center, principal casa de shows da capital norte-americana, Washington, além do maior festival de jazz do mundo, o Festival Internacional de Jazz de Montreal, realizado anualmente em Quebec, no Canadá.

O álbum remete às origens da cantora, nascida em uma aldeia sem estradas e luz elétrica, e faz uma espécie de radiografia de Cabo Verde, com suas tradições e seus problemas sociais, que vão da violência às drogas.

Em suas letras, ela também denuncia a violência doméstica camuflada sofrida pelas cabo-verdianas, como um grito para que as mulheres denunciem as agressões.

A jovem desenvolveu suas técnicas vocais na simplicidade dos cânticos da igreja e logo passou a cantar em concertos e bares de Cabo Verde. Não demorou muito para que o produtor José da Silva, que trabalhou com Cesária Évora – considerada a cantora cabo-verdiana mais conhecida no mundo –, descobrisse seu talento e se interessasse pelo seu estilo diferente, influenciado pelos ritmos funaná e batuque.

Logo veio o primeiro álbum “Ora doci, Ora Margos”, lançado em 2014 para Cabo Verde e, em 2015, para o resto do mundo. A partir daí, Elida virou cidadã do mundo e ganhou o público de inúmeros países como Estados Unidos, Marrocos, Alemanha, Itália, Bélgica, França, Luxemburgo, Portugal, Países Baixos, dentre outros.

Aos 24 anos, a artista impressiona por sua maturidade e talento, que a fizeram levar para o mundo, em pouco tempo de carreira, a música de Cabo Verde, acompanhada de suas críticas sociais e sempre evocando sua identidade africana.

Crianças

A criançada também pode aproveitar o fim de semana no Sesc com a contação "Chuva de Flores", narrada no sábado, às 15h, pelo ator Márcio Pontes, de Araraquara.

Em uma adaptação da obra “Obax”, de André Neves, a história conta sobre uma menina que percorre a savana africana na companhia de um elefante para provar que existe uma chuva de flores.

No domingo, às 15h, o projeto Arte em Cena promove para as crianças o espetáculo "Quiproquó", encenado pela Trupe Koskowisck, de Sorocaba. Na história, em um dia de espetáculo como outro qualquer, um palhaço surge para sua apresentação.

Seu companheiro não apareceu. Eis que de repente o reconhece sentado na plateia e o apressa a vir à cena, causando uma grande e divertida confusão. Juntos, descobrem a origem do mundo, mostram habilidades com arco e flecha, lutam boxe e ainda realizam uma linda orquestra de garrafas.

Logo após o espetáculo, às 16h, a professora prudentina Zirleide Cocato realiza a oficina "Rodas e Brincadeiras Cantadas", pelo projeto Brincando com Arte.

A atividade visa a valorização da cultura popular e do folclore, por meio de cantigas de roda e expressão corporal. Para participar, basta retirar uma senha na central de atendimento do Sesc, no dia da atividade.
 

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