Paulo Fernandes
Em 22/02/2010 às 17:09
Duzentas e noventa e oito famílias assentadas na região do Pontal do Paranapanema podem comercializar produtos hortifrutigranjeiros e derivados produzidos nos próprios assentamentos. Trata-se de uma parceria com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) disponibilizando 72 módulos no barracão da Ceagesp para a venda dos produtos. O número de famílias é referente a 19 associações que estão aptas a participarem deste projeto.
Segundo o gerente estadual de produção e renda do Itesp, Marco Pilla, a iniciativa surgiu com objetivo de criar um espaço para vender os produtos cultivados nos assentamentos, proporcionando mais renda às famílias. “O Itesp trabalha na intensificação da produção. Por isso, a ideia desta parceira é acabar com os intermediários nos assentamentos. Com o espaço aberto na Ceagesp, os produtores podem vender seus produtos direto aos mercados e estabelecimentos conveniados à companhia”, explica ele.
O gerente de operação da Ceagesp em Prudente, Sebastião Carlos Odoni, explica que 72 módulos de nove metros quadrados cada são destinados aos assentados, dentro do barracão que mede 900 metros quadrados. Os assentados podem comercializar seus produtos das 6h às 12h.
Ele diz que o inicio da comercialização no local pelos interessados é imediato. No entanto, para que a associação possa aderir ao projeto, é necessário efetuar um cadastro na Ceagesp, com a cópia da constituição da associação e uma foto 3x4 de cada membro para criação do cadastro pessoal e da carteirinha. Também é necessário agendar com um dia de antecedência a presença da associação para a comercialização dos produtos, além do pagamento diário de R$ 11,50 por módulo, referente à limpeza do local. No momento uma associação de Adamantina já atua na Ceagesp.
“Este projeto vem de encontro com os anseios da companhia, que é dar oportunidade aos produtores. Não há burocracia para participar, apenas formas de organização. O custo é baixo e se dividido pelos membros da associação não se torna pesado. Com este espaço, cria-se uma nova fonte de renda para estas famílias”, comenta Odoni.
De acordo com o coordenador do Itesp em Presidente Prudente, Marco Túlio, a pecuária leiteira é a principal fonte de renda dos assentados. Ele informa que com esse projeto será possível a diversificação para outros produtos, dando alternativas de trabalho e investimento.
“Nos tempos de baixa no ramo leiteiro, os assentados poderão investir na mandioca, no pepino, alface e abóbora, produtos cultivados nos próprios assentamentos. Isso ajuda na renda e é um meio de sobrevivência para as famílias”, ressalta Túlio.
Além de produtos hortifrutigranjeiros, os assentados poderão comercializar outros derivados, também produzidos nos assentamentos, como queijo, doces, pimentas em conserva, entre outros.
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